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Neste Artigo:
- Introdução
- Pesquisas Apontam
Preferência por Site de Sexo
- Possibilidade de
Anonimato Estimula Procura
- Perfil dos Adeptos do Sexo
Virtual
- Distúrbios Provocam Vício
- Tratamento
"Em todo o mundo, a procura por sites eróticos cresce a
cada dia. É a democratização do sexo, que garante o anonimato dos navegadores e
serve para dar mais emoção à vida sexual de pessoas de todas as idades.
Entretanto, o limiar entre um comportamento saudável e uma atitude de vício pode
ser estreito. Os especialistas recomendam terapias para aqueles que já se
tornaram dependentes".
Introdução
Basta apenas um clique para que homens e mulheres, de todas
as idades e classes sociais, possam realizar suas fantasias mais inconfessáveis.
Estimulantes não faltam. Shows eróticos ao vivo, fotografias que há alguns anos
só poderiam ser olhadas em revistas especializadas, diálogos recheados de apelo
sensual.
A Internet ajudou a democratizar o sexo. Pressionando algumas
teclas, entra-se num mundo sem censura, do desejo expresso em imagem, som e
movimento, dentro da intimidade dos lares. É a forma que diz não à repressão do
desejo e que alia erotismo com uma pitada de realidade.
Por tudo isso, o número de adeptos dessa nova ''fórmula
mágica'' de explorar o desejo cresce a cada dia. Com situações e cenas eróticas
capazes de estimular o mais convicto dos celibatários, os sites viraram uma
espécie de subterfúgio moderno, para dar vazão às fantasias sexuais. Na opinião
dos especialistas, entretanto, o problema surge quando o que deveria ser apenas
um trampolim para uma vida sexual saudável e ''apimentada'' se transforma em
vício, desvendando psicopatologias sexuais, ou panafilias, como também são
chamadas.
Pesquisas Apontam
Preferência por Site de Sexo
Em todo o mundo, os endereços mais visitados são os de sexo.
Segundo pesquisa realizada recentemente pela Sociedade Brasileira de Sexualidade
Humana, 20 a 25% das pessoas que interagem com a internet freqüentam páginas
eróticas. Nos Estados Unidos o número é maior. São nove milhões de
freqüentadores, dos quais quatro milhões podem ser considerados viciados. Dos
nove milhões, 8,5% freqüentam os sites por mais de 11 horas semanais.
Outra pesquisa demonstrou que 70% das pessoas que dialogavam
em chats se encontravam na vida real. Destes, 80% tiveram envolvimento sexual
também fora da Internet.
Possibilidade de Anonimato
Estimula Procura
Neste contexto, a Internet transformou-se numa oportunidade
para as pessoas liberarem o que está sendo reprimido. Antigamente, dar vazão a
esse tipo de fantasia significava se expor. Hoje, ao contrário, conta-se com a
vantagem do anonimato e até de maior segurança, tanto para quem procura quanto
para quem presta os serviços sexuais via Net. O que a Internet fez foi dar
margem para as pessoas expressarem a sua sexualidade, oferecendo estímulo para
que a fantasia se desenvolva.
Perfil
dos Adeptos do Sexo Virtual
De frente para o computador, o grau de ousadia depende do
''voyeur'' eletrônico que se comunica pelo teclado. A conversa pode oscilar da
delicadeza romântica, que agrada mais às mulheres e às vezes aos casais, até a
afetuosidade carente dos solitários. Também dando espaço, é claro, para a
vulgaridade ou escatologia.
Mulheres lançam mão do recurso para apimentar sua vida
sexual. Ou matar o tempo com um belo colírio que está ali na tela para realizar
seus desejos mais secretos.
Distúrbios
Provocam Vício
Os malefícios do sexo virtual e do excesso de erotização pela
Internet estão justamente na parcela que se torna viciada. O vício pode vir de
um distúrbio prévio e a pessoa que acessa os sites não consegue viver sua vida
real preferindo, exclusivamente, a Internet. É como se ela passasse a ser a
única fonte possível de prazer do indivíduo. Essa situação pode levá-lo,
inclusive, a abandonar qualquer possibilidade de relacionamento ou contato
físico real.
Tratamento
Para os terapeutas sexuais, as fantasias são importantes para
manter a sexualidade em alta e a erotização cotidiana pela Net é um estímulo que
pode ser positivo, importante para a vida. O que acontece é que a Internet
funciona como válvula de escape. É o lugar mais permitido e de fácil acesso. As
pessoas se dão mais permissão. É saudável desde que os navegantes que procuram
esse estímulo se relacionem com outras pessoas, orientam os terapeutas.
Para quem só se utiliza do sexo virtual como forma de ter
desejo e prazer, os terapeutas recomendam tratamento. No namoro virtual você é
tudo o que quer ser e pode idealizar o outro da sua maneira. Os viciados são
pessoas com dificuldade de relacionamento, têm timidez excessiva, dificuldade de
se expor. Neste caso, devem procurar ajuda. Um psicoterapeuta pode indicar uma
terapia em grupo, de casal ou individual para resolver o problema.
Copyright © 2006 Bibliomed, Inc. Revisado 23 de
Outubro de 2006
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