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Neste Artigo
- O Que é Amigdalite?
- Causas
- Fatores de risco para
amigdalite
- Sintomas
- Complicações e Tratamento
- Cirurgia e Antibióticos
- Prevenção e Tratamentos
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"As bruscas mudanças de temperatura, típicas do
outono e entrada do invern,o lotam os consultórios médicos, com crianças
queixando-se de dor de garganta. Febre, dificuldade para engolir, dor de
cabeça, dores no corpo, entre outros sintomas, merecem atenção e cuidados
médicos".
O que é amigdalite?
Dor de garganta? Febre? Você pode estar curtindo uma amigdalite. Em curtas
palavras, amigdalite é a infecção das amígdalas palatinas. O inverno seco e
poluído em alguns lugares, contribui para o surgimento e desenvolvimento das
amigdalites, que predominam entre as crianças.
As amígdalas são massas de tecido esponjoso linfóide, localizadas na parte de
trás da garganta, na entrada das vias respiratórias, nos dois lados da
garganta. Elas agem como filtros, ajudando a prevenir que infecções da
garganta, boca e seios da face se espalhem para o resto do corpo. As amígdalas
também são responsáveis pela produção de anticorpos, que ajudam a combater
as infecções na garganta e no nariz. As amígdalas são muito suscetíveis à
infecção. A amigdalite, portanto, é a inflamação das amígdalas.
Causas
As amigdalites pode ser tanto de origem viral quanto bacteriana, sendo que esta
última pode ser facilmente identificada por apresentar pus, ou seja, aqueles
pontos brancos, também conhecidos por placas. Sendo bacteriana, a doença deve
ser tratada com antibióticos. As virais, no entanto, não se beneficiam deste
tipo de tratamento, possuindo um ciclo próprio e necessitando apenas de
medicação para alívio dos sintomas, como antitérmicos e analgésicos.
A amigdalite bacteriana é causada, principalmente, pela bactéria Streptococcus
pyogenes, sendo o tipo mais perigoso das infecções de garganta. A febre que
atinge os pacientes acometidos por esta bactéria pode mesmo chegar aos 40ºC e
ocasionalmente podem se formar abscessos.
As crianças desenvolvem amigdalite quando enfrentam queda na resistência dos
seus organismos e variações bruscas de temperatura, típicas desta época do
ano.
Fatores de Risco
para Amigdalite
Más condições de habitação, presença de animal doméstico na residência,
exposição ao fumo e apetite diminuído são possíveis fatores que podem
ajudar no desenvolvimento da amigdalite aguda ou na amigdalite de repetição,
definida como 5 a 7 episódios de infecção durante o ano.
A amigdalite aguda é hoje, como também foi no passado, uma das infecções de
vias aéreas de maior freqüência. Na era pré-antibiótica, a denominação de
angina (do latim angere, que significa sufocar) denota bem a gravidade dos
quadros clínicos e de suas complicações.
Foi nesta época que surgiu a técnica da amigdalectomia (popularmente conhecida
como operação de garganta), então praticada com técnicas rudimentares de
anestesia e com altos índices de complicações. Porém, com o desenvolvimento
da técnica cirúrgica e dos meios de anestesia, a cirurgia difundiu-se,
tornando-se até abusiva.
Após a descoberta dos antibióticos, o controle dos casos
mais simples e a diminuição do número de complicações, a amigdalectomia
ainda se mantinha como importante indicação, nos casos de infecções de
repetição, pois pouca função se atribuía as amígdalas. No entanto, com o
desenvolvimento da Imunologia, confirmou-se o envolvimento das amígdalas no
processo de defesa do organismo e a dúvida sobre o efeito da cirurgia, sobre a
imunidade dos pacientes, começou a ser levantada.
A presença de maior número de infecções está ligada principalmente a piores
condições sócio-econômicas, como ocorre com a população pobre, que
geralmente habita locais pequenos e com grande número de moradores, aliadas à
presença de animais domésticos, à exposição passiva ao tabaco, e à falta
de alimentação adequada das crianças, fazendo com que estes sejam os
potenciais fatores de risco para o aparecimento desses quadros.
Sintomas
Além da dor e da febre, o inchaço dos gânglios (íngua), em qualquer lado do
pescoço e da mandíbula, também serve como indicativo da amigdalite. Dor de
ouvido, dificuldade para engolir, calafrios, dor de cabeça, hálito diferente,
mudanças no paladar e no olfato, dores musculares, dor de barriga e vômitos
são outros dos sintomas comumente relatados.
Complicações e Tratamento
A amigdalite, se não tratada, pode trazer algumas complicações secundárias,
como febre reumática ou "reumatismo no sangue" (patologia que lesa o
coração de forma grave, podendo também acometer outros órgãos e que ocorre
nos casos de amigdalite bacteriana não tratada ou parcialmente tratada),
surdez, problemas nos rins e no coração. A amigdalite pode levar também a
casos graves, inclusive de septicemia e choque bacteriano, que correspondem a
infecção do sangue.
Cirurgia e Antibióticos
A retirada das amígdalas deixa o organismo desprotegido da sua ajuda, no
combate às infecções, na medida em que elas são o primeiro escudo contra as
bactérias, que querem invadir o organismo. Pessoas sem amígdalas desenvolvem
mais faringites. Portanto, é um procedimento que deve ser evitado ao máximo,
assim como se deve evitar os excessos na administração de antibióticos,
muitas vezes tomados sem a orientação médica e na dosagem errada, o que não
ajuda em nada no tratamento da infecção. Como qualquer medicamento, eles
provocam reações no organismo, além de favorecer ao aparecimento de
bactérias resistentes, quando utilizados indiscriminadamente.
Prevenção e Tratamento.
O desconforto causado pela amigdalite, principalmente em
crianças, pode ser aliviado com o gargarejo de uma solução contendo uma
pitada de sal, dissolvido em meio copo de água morna. Bebidas mornas, como
chás (com ou sem mel) e sopas, assim como outros alimentos macios, se forem
toleráveis, ajudam a criança a manter-se alimentada, apesar da dificuldade
para engolir.
Água gelada, andar descalço, tomar chuva, não trazem a
doença, mas são fatores que podem produzir variações de temperatura,
estabelecendo um melhor terreno para a instalação da bactéria.
Mas o fundamental é a ida ao médico, para o diagnóstico
correto e a instituição de um tratamento adequado, no máximo 48 horas após o
inicio dos sintomas. A amigdalite bacteriana responde muito bem ao tratamento
com penicilina ou antibióticos derivados dela, ou no caso de alergias a este
antibiótico, a eritromicina pode ser uma boa escolha. Outros antibióticos
existem e podem ser indicados pelo medico que avalia a criança. A febre irá
ceder 48 horas após o início do tratamento.
Nunca medique seu filho por conta própria. Ele pode ter
crescido e assim a dose do medicamento estará fraca e isso será o mesmo que
não tratar.
A amigdalite tem um alto contagio entre familiares, e só
após aproximadamente 48 horas de tratamento, é que diminui este risco.
Portanto o cuidado, principalmente entre irmãos, deve ser instituído, e se
sintomas semelhantes aparecerem o médico deverá novamente ser consultado.
Palavras chave: amigdalite, infecção de garganta, dor de
garganta, antibióticos, febre
Copyright © 2006 Bibliomed, Inc. Revisado
06 de Novenbro de 2006
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