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Neste artigo: -
Um pouco de história e curiosidades sobre o beijo
- A biologia do beijo
- E o que realmente importa... "Quem é que não gosta de um beijo, daqueles de tirar o fôlego
e que faz o coração bater mais forte? Com certeza, esses segundinhos (ou
minutinhos) arrebatadores já fizeram você esquecer o resto do mundo. O beijo,
que aparenta ser um ato simples, é responsável por uma avalanche de sentimentos
e reações no organismo humano. E sem essa manifestação de carinho é impossível
namorar ou amar alguém de verdade". Um pouco de história e curiosidades sobre o beijo Não se sabe como surgiu o primeiro beijo da humanidade. As
referências mais antigas aos beijos foram esculpidas por volta de 2.500 a.C. nas
paredes dos templos de Khajuraho, na Índia. Os romanos tinham 3 tipos de beijos: o basium, trocado entre
conhecidos; o osculum, dado apenas em amigos íntimos; e o suavium, que era o
beijo dos amantes. Os imperadores romanos permitiam que os nobres mais
influentes beijassem seus lábios, enquanto os menos importantes tinham de beijar
suas mãos. Os súditos podiam beijar apenas seus pés. Antigamente, na Escócia, o padre beijava os lábios da noiva
no final da cerimônia de casamento. Dizia-se que a felicidade conjugal dependia
dessa benção em forma de beijo. Depois, na festa, a noiva deveria circular entre
os convidados e beijar todos os homens na boca, que em troca lhe davam algum
dinheiro. Na Rússia, uma das mais altas formas de reconhecimento
oficial era um beijo do czar. No século XV, os nobres franceses podiam beijar qualquer
mulher que quisessem. Na Itália, entretanto, se um homem beijasse uma donzela em
público naquela época era obrigado a se casar com ela imediatamente. Beijo francês é aquele em que as línguas se entrelaçam.
Também é conhecido como beijo de língua. A expressão foi criada por volta de
1920. Na linguagem dos esquimós, a palavra que designa beijar é a
mesma que serve para dizer cheirar. Por isso, no chamado "beijo de esquimó",
eles esfregam os narizes. No Nordeste brasileiro, também se usa a palavra
"cheiro" no lugar de "beijo". Em 1909, um grupo de americanos que consideravam o contato
dos lábios prejudicial à saúde criou a Liga Antibeijo. Boatos no final do século XIX atribuíam à estátua do soldado
italiano Guidarello Guidarelli, obra do século XVI assinada por Tullio Lombardo,
o poder de arranjar casamentos fabulosos a todas as mulheres que a beijassem.
Desde então, mais de 7 milhões de bocas já tocaram a escultura em Veneza. Por causa do chefe de polícia de Tóquio, que achava o ato de
beijar sujo e indecoroso, foram apagados dos filmes norte-americanos mais de
243.840 metros de cenas de beijos. Oliver Cromwell, no século XVII, proibiu que fossem dados
beijos aos domingos na Inglaterra. Os infratores eram condenados à prisão. A biologia do beijo Existe uma explicação científica para o beijo, que
proporciona sensações tão agradáveis. Através dele, o ser humano libera seus
neurotransmissores - substâncias químicas que transmitem mensagens ao corpo -
provocando um estado de leveza física e emocional. Quando duas pessoas se
beijam, a hipófise, o tálamo e o hipotálamo trabalham juntos na liberação dessas
substâncias. Ocorre assim a "química do beijo", que exige um preparo, um tempero
entre o casal, sem os quais os neurotransmissores cerebrais não funcionam. Quando alguém se apaixona seu organismo é atacado por varias
substâncias, dentre elas a feniletilamina. Uma simples troca de olhar, um aperto
de mão ou beijo apaixonado podem desencadear a produção de feniletilamina. Há mais de 100 anos que os cientistas conhecem esta
substância, mas só recentemente é que os doutores Donald F. Klein e Michael
Lebowitz, do Instituto Psiquiátrico Estadual de Nova Iorque descobriram a
relação entre feniletilamina e o amor. Eles sugeriram que o cérebro de uma
pessoa apaixonada contém grandes quantidades de feniletilamina, e que esta
substância poderia ser a responsável, em grande parte, pelas sensações e
modificações fisiológicas que experimentamos quando estamos apaixonados. A dopamina também é um importante neurotransmissor que guarda
relação com a emoção amorosa. A euforia, a insônia, a perda de apetite, o
pensamento obsessivo de quem ama, estão diretamente relacionados com os níveis
de dopamina. A dopamina também, de alguma forma, está relacionada com as
endorfinas, que são morfinas naturais fabricadas pelo cérebro. Elas são as
drogas do prazer, seja ele o prazer sexual, seja o prazer da emoção amorosa. O beijo também está relacionado com os nossos sentidos.
Durante o beijo visualizamos a pessoa amada mais de perto, sentimos o seu
cheiro, sentimos o seu gosto e tocamos uma das partes mais sensíveis no nosso
corpo, os lábios. Durante um beijo são mobilizados 29 músculos, sendo 17
linguais. Os batimentos cardíacos podem aumentam de 70 para 150, melhorando a
oxigenação do sangue, o que mostra que o beijo tem também benefícios para o
coração. Mas há um detalhe, no beijo há uma considerável troca de substâncias, 9
miligramas de água, 0,7 decigramas de albumina, 0,8 miligramas de matérias
gordurosas, 0,5 miligramas de sais minerais, sem falar em outras 18 substâncias
orgânicas, cerca de 250 bactérias, e uma grande quantidade de vírus. Mas não se
assuste com esses números, o beijo é ótimo. Além disso, o beijo gasta calorias.
Acredita-se que um beijo caprichado consuma cerca de 12 calorias. É verdade que tudo isso acontece, mas não podemos dizer que o
amor pode ser explicado, somente, através de equações químicas e liberação de
substâncias. E o que realmente importa... O beijo é uma das maiores manifestações de carinho, onde duas
pessoas que se gostam podem expressar o mais profundo afeto. É também um
termômetro do relacionamento. Não só a ausência do beijo, mas também quando o
diálogo na vida a dois começa a diminuir, é sinal de que a relação está se
deteriorando e precisa ser reavaliada. O beijo é uma dança, e como, tal deve ter harmonia entre os
participantes, você não pode pisar no pé do outro, os movimentos devem ser
sincronizados, e quanto mais se conhece um ao outro e maior a intimidade, mais
harmonia é alcançada. Portanto, aproveite o mês dos namorados, se inspire, e
demonstre o seu amor através desta que é uma das maiores manifestações de
carinho, o beijo. Copyright © 2008 Bibliomed, Inc.
09 de Junho de 2008
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