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Neste artigo:
- Afogamento
- Acidentes por mergulho
"Feriado, praia, sol, água. Quer combinação melhor do que essa? Mas todo cuidado é pouco quando se trata de água. O afogamento é uma das maiores causas de acidentes principalmente em crianças. Atenção deve ser redobrada, principalmente quando estes baixinhos estiverem se deliciando nas praias e piscinas".
Afogamento
É difícil estimar com certeza o número exato de afogamentos,
já que muitos não são informados. Acredita-se que o afogamento seja a segunda
causa de morte acidental, a primeira seria o acidente de trânsito. Ocorre
predominantemente com indivíduos jovens, de forma que 64% das vítimas têm menos
de 30 anos de idade e 26% estão abaixo dos cinco anos. O sexo masculino é
acometido mais que o feminino. Já a incidência de quase-afogamento é 500 a 600
vezes maior que a de afogamento. Esses acidentes ocorrem principalmente em áreas
nas quais é importante a prática de atividades recreativas na água, mas até a
piscina doméstica e a banheira podem ser palcos de eventos letais.
O afogamento é a asfixia que ocorre devido à aspiração de
líquido que venha inundar o aparelho respiratório (pulmões), levando à morte. Há
interrupção da oxigenação do sangue e da eliminação de gás carbônico, que se
acumula no organismo. O quase-afogamento representa a situação na qual a pessoa
sobrevive ou é ressuscitada pelo resgate. Em alguns casos, o indivíduo não morre
afogado, mas a morte ocorre devido a problemas respiratórios devidos à aspiração
de líquido ou a infecções adquiridas, é o chamado "afogamento secundário" ou
"tardio".
A pessoa apresenta queda da temperatura do corpo, distensão
da barriga, tremores, dores musculares, náuseas e vômitos. É claro que esses
sintomas referem-se ao quase-afogamento, já que a pessoa não morreu. O indivíduo
pode apresentar-se em parada cardíaca.
Um fator a ser destacado é que o consumo de álcool está
bastante associado à ocorrência de acidentes de submersão (afogamento,
quase-afogamento). Portanto, o abuso dessa substância pode predispor a esses
acidentes.
O mais importante é a prevenção. Recomendam-se as seguintes
medidas:
• Bebês: nunca devem ser deixados sozinhos no banho, nem por poucos segundos
enquanto a mãe se vira para pegar uma toalha.
• Crianças: além do exposto acima, os pais devem estimulá-las a assumir
responsabilidade por sua própria segurança. Elas devem aprender a nadar e a
boiar e a identificar situações perigosas. Os pais devem estar sempre próximos,
quando elas estiverem na água.
• Adultos: devem estar atentos a suas limitações, especialmente quando suas
capacidades estiverem comprometidas pelo uso de drogas (medicamentos, bebidas).
Evite nadar sozinho em áreas não supervisionadas ou onde não se conheça as
condições locais. Quando pego por uma corrente, nadar em diagonal, e não contra
a corrente e, pedir por socorro.
Nos últimos anos houve uma redução do número de mortes por
afogamento, no Brasil, o que pode dever-se a uma melhoria dos serviços de
salvamento aquático, com maiores investimentos em prevenção. Embora essa função
seja de um profissional, o salva-vidas, qualquer pessoa pode ter que tomar uma
atitude frente a uma emergência dessas. Entretanto, as pessoas não treinadas
podem se expor também a um risco de morte. Algumas dicas são importantes, para
que uma pessoa preste um atendimento inicial até a chegada da equipe de
salvamento ou resgate:
• Ao identificar um caso de afogamento, não tente nada heróico, chame por
socorro;
• Se não houver tempo para aguardar o socorro, procure por alguém próximo que
tenha experiência com a água, por exemplo, um surfista;
• A prioridade do resgate não é retirar a pessoa da água e sim fornecer a ela
um material de apoio, podendo ser qualquer material que flutue, ou então
transportá-la até um local onde ela possa ficar de pé;
• Quando estiver próximo à vítima, tente conversar com ela e peça que ela
vire-se de costas para você. Tente também acalmá-la;
• Após fornecer um material de apoio, aproxime-se da vítima. Evite que a
vítima o agarre. Essa situação é grave, pois o socorrista e a vítima podem
acabar se afogando;
• Transportar a vítima até um local seguro, fora da água. Iniciar a aplicação
dos primeiros socorros, como a respiração boca-a-boca, compressões torácicas,
etc. De preferência, procure-se informar sobre como realizar essas manobras.
Acidentes por mergulho
No Brasil, existe uma grande quantidade de praias, rios e
cachoeiras que garantem a diversão de muitas pessoas. Porém, podem estar
relacionados a um grave risco que poucos conhecem: o modo como as pessoas entram
na água. Desde crianças, aprende-se a entrar na água mergulhando, o que é
facilmente apreensível. O problema reside em saber-se a profundidade do local
onde se vai mergulhar. Aproximadamente 90% dos indivíduos que sofrem acidentes
ao mergulhar são do sexo masculino, sendo que muitos se tornam tetraplégicos (ou
seja, perdem os movimentos dos braços e das pernas). Assim, percebemos a
importância desse tema.
Quando uma pessoa mergulha em uma piscina, lagoa ou rio, seu
objetivo é entrar na água e sair logo adiante. No entanto, a condição principal
para que isso dê certo é que a profundidade do local seja adequada. Quando se
trata de uma piscina, é fácil determinar a profundidade, o que não é tão simples
quando se trata de uma cachoeira, um rio. Nesses locais, há uma mudança
constante do nível da água e do leito.
Se a profundidade não é suficiente para o mergulho, a pessoa
pode bater a cabeça no fundo, contra algum obstáculo. A força desse impacto é
transmitida ao pescoço que, sendo flexível, predispõe à ocorrência de fratura de
vértebras (ossos da coluna espinhal), nesse local. Além disso, o corpo da pessoa
continua afundando e seu peso pode agravar a fratura do pescoço, levando
provavelmente a lesão da medula espinhal (que carrega os nervos para os braços e
pernas). Caso isso ocorra, a pessoa pode perder os movimentos dos membros e,
como o pescoço está acima dos braços, ela perde o movimento de todos os membros
(ficando tetraplégica).
Por isso, é extremamente importante que sigamos algumas
recomendações:
• Cuidado com os mergulhos de ponta, pois nesses casos o corpo afunda
rapidamente. Os braços esticados não impedem que você bata com a cabeça.
• Os saltos de pontes, árvores e barrancos estão associados a um risco maior
desse tipo de acidente, porque quanto maior for a altura do salto, maior é a
força com que seu corpo vai se chocar contra algum obstáculo embaixo d’água.
• Verifique sempre a profundidade do local onde será feito o mergulho. Não
confie no local, mesmo que você já o tenha freqüentado várias vezes. Lembre-se
que o nível da água muda sempre, bem como o fundo.
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23 de fevereiro de 2006.
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