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© Equipe Editorial Bibliomed
Neste Artigo:
- Como a acupuntura
funciona?
- Afinal, acupuntura é eficaz
ou não?
- Quais são as
indicações de acupuntura?
Acupuntura é um método chinês para aliviar a dor e tratar
doenças. Atualmente, a acupuntura vem sendo empregada com sucesso no tratamento
de vários distúrbios dolorosos, com bons índices de sucesso em portadores de
Espondilite Anquilosante
O procedimento envolve a inserção de agulhas em várias
partes do corpo. A acupuntura tem sido utilizada para tratar doenças como asma,
surdez, úlceras, doenças dos olhos e alguns tipos de doenças mentais e faz
parte do sistema de saúde na China há mais de 2.500 anos.
De acordo com a filosofia chinesa, a doença e a dor ocorrem
devido a um desequilíbrio entre as duas principais forças da natureza – o
Yin e o Yang. Acredita-se que a acupuntura restaure este equilíbrio. Muitos
chineses e seguidores acreditam que a acupuntura influencie uma força vital
(chamada QI) que flui ao longo de 12 meridianos (canais de energia que correm
longitudinalmente no corpo) pareados e 2 não-pareados.
Os terapeutas – chamados acupunturistas – inserem agulhas
finas em um ou mais dos centenas de pontos específicos ao longo dos meridianos.
A dor é mínima e logo desaparece, deixando lugar a uma sensação de peso ou
dormência enquanto as agulhas estiverem no lugar. O paciente permanece
consciente durante o tratamento.
Apenas recentemente a acupuntura foi reconhecida como
especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina do Brasil.
Como a acupuntura
funciona?
Os cientistas propuseram três grandes teorias de como a
acupuntura funciona. Uma teoria sugere que os meridianos realmente existem e
conectam os órgãos do corpo de maneira bastante específica. De acordo com
esta teoria, a acupuntura aumenta a atividade ao longo dos meridianos,
influenciando assim o funcionamento de um determinado órgão.
A segunda teoria afirma que a acupuntura funcione, pelo menos
em parte, aumentando a produção cerebral de analgésicos naturais chamados
endorfinas. Estas substâncias são químicos correlacionados com a morfina e
influenciam a sensibilidade dolorosa do corpo. O fato de que os antagonistas
opióides – como a naloxona – revertem os efeitos analgésicos da acupuntura
reforça esta teoria.
A estimulação através da acupuntura também deve ativar o
hipotálamo e a glândula pituitária, resultando em um amplo espectro de
efeitos sistêmicos. Foram documentadas alterações na secreção de
neurotransmissores e neurohormônios e na regulação do fluxo sangüíneo,
tanto central quanto perifericamente.
A terceira teoria sustenta que a acupuntura possa funcionar
via sistema nervoso, desencadeando sinais que interrompem as mensagens dolorosas
enviadas ao cérebro. Esta hipótese é conhecida como a "Teoria do portal
da dor".
A despeito de esforços consideráveis para compreender a
anatomia e a fisiologia dos "pontos" da acupuntura, a definição e
caracterização destes pontos permanece controversa. Ainda mais alusiva é a
base científica de alguns conceitos chaves da medicina Oriental tradicional,
tais como circulação do Qi, o sistema de meridianos e outras teorias
correlatas, que são difíceis de conciliar com a informação biomédica
contemporânea, mas que continuam tendo um papel importante na avaliação dos
pacientes e na formulação do tratamento na acupuntura.
Deve-se observar que, assim na acupuntura como em muitas
outras terapias, os efeitos chamados "inespecíficos" respondem pelo
sucesso do tratamento em si. Fatores como qualidade do relacionamento
médico/paciente, grau de confiança, expectativas do paciente e outros aspectos
que compõe o cenário do tratamento determinam a evolução do tratamento
Afinal,
acupuntura é eficaz ou não?
A acupuntura é uma intervenção complexa que varia de
acordo com o paciente, ainda que as queixas sejam similares. O número e a
extensão dos tratamentos e os pontos específicos utilizados variam de
indivíduo para indivíduo e até mesmo durante o tratamento. Infelizmente, os
modelos de pesquisa recentes, baseados em relatos de casos, se mostraram
inadequados para avaliar a eficácia da acupuntura.
Da mesma forma que em outros tipos de tratamentos, alguns
indivíduos não respondem bem à acupuntura. Contudo, a maioria das pessoas
apresenta alguma resposta favorável. As evidências da eficácia da acupuntura
com agulha na náuseas e nos vômitos em adultos no período pós-operatório,
ou pós-quimioterapia, ou na gestação, são obscuras.
Existem vários estudo demonstrando a eficácia da acupuntura
no tratamento da dor dental pós-operatória, da cólica menstrual, do cotovelo
de tenista e da fibromialgia, sugerindo que a acupuntura possa ter um efeito
mais geral sobre a dor. Entretanto, outras pesquisas não mostraram qualquer
eficácia da acupuntura no tratamento da dor. Evidências recentes demonstraram
que a acupuntura não foi eficaz no abandono do tabagismo e pode não ser eficaz
em outras doenças.
Apesar de muitas doenças terem sido abordadas na literatura
e algumas pesquisas mostrarem resultados animadores, a qualidade e a quantidade
dessas evidências não são suficientes para sustentar afirmações
incontestáveis quanto à eficácia da acupuntura neste momento. Contudo, as
evidências atuais já são suficientes para estimular novas pesquisas.
Quais
são as indicações de acupuntura?
Desde os anos 50, os médicos chineses vêm realizando
cirurgias utilizando a acupuntura como anestésico local. O paciente permanece
completamente consciente durante a operação.
Os praticantes da acupuntura dizem que o método é eficaz
para cirurgias complicadas no estômago, no tórax, no pescoço e na cabeça.
Na Espondilite Anquilosante, a acupuntura pode ser empregada
para reduzir a intensidade no uso de analgésicos e antiinflamatórios diversos,
diminuindo o risco de efeitos medicamentosos adversos.
Outras indicações para acupuntura incluem:
• Tratamento da dor pós-operatória
• Tratamento da náusea e dos vômitos pós-quimioterapia
• Complemento no tratamento de viciados em drogas
• Reabilitação de derrame cerebral
• Dores de cabeça
• Cólicas menstruais
• Cotovelo de tenista (um tipo de inflamação do cotovelo)
• Fibromialgia
• Dor miofascial
• Osteoartrite
• Dores lombares
• Síndrome do túnel do carpo
• Asma
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23 de julho de 2009
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