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Neste Histórico:
- O Início
- Descobrindo as Causas
- Os Primeiros Medicamentos
- Brasil: A História da
Prevenção e do Tratamento
- Emílio Ribas
- As Fases da Prevenção
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"A AIDS dos seus primórdios nos Estados Unidos até os dias atuais continua
representando desafios que ultrapassam a medicina e atingem o comportamento, a cultura e
os costumes da humanidade. Acompanhe aqui todas as etapas cumpridas por esta
epidemia"
O Início
De acordo com um documento publicado em 1999 no "Cadernos juventude, saúde e
desenvolvimento", do Ministério da Saúde, editado pelas profissionais Vera Lopes
dos Santos e Cledy Eliana dos Santos, da Unidade de Prevenção da Coordenação
Nacional de DST e Aids do Ministério, o primeiro caso de AIDS registrado no
mundo foi no início da década de 80. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida,
contudo, foi descrita em 1981.
Entretanto, segundo Randy Shilts (1987), no dia 12 de dezembro de 1977, morria aos 47
anos, a médica e pesquisadora dinamarquesa, Margrethe P. Rask. Ela havia estado na
África, estudando sobre o Ebola e começara a apresentar diversos sintomas estranhos para
a sua idade. A autópsia revelou que os pulmões estavam repletos de microorganismos, que
ocasionaram um tipo de pneumonia e vieram a asfixia-la. Contudo, a pergunta que pairava
era: ninguém morria em função disso, o que estaria acontecendo? Historicamente, talvez
esse seja o primeiro caso descrito de morte por decorrência da AIDS.
Os primeiros casos foram reconhecidos nos Estados Unidos, em função de um conjunto de
sintomas (Sarcoma de Kaposi e Pneumonia pelo Pneunocistis carinii) em pacientes
homossexuais masculinos provenientes de grandes cidades norte-americanas (Nova York, Los
Angeles e São Francisco). Embora estes sintomas já fossem conhecidos anteriormente, no
seu conjunto apresentavam características próprias: a pneumocistose, por exemplo,
ocorria em pacientes com câncer em estágios avançados (foi a doença que atingiu a
médica dinamarquesa); já o Sarcoma de Kaposi era bem conhecido entre idosos procedentes
da bacia do mediterrâneo. Eles nunca haviam sido observados, até então, ao mesmo tempo,
em pacientes homossexuais masculinos sem histórico de outras doenças.
Diante deste quadro, o CDC (Centers for Disease Control and Prevention), o órgão de
vigilância epidemiológica norte-americano, passou a estudar a doença e definir o seu
perfil clínico e epidemiológico. Como a incidência, no início, era predominantemente
entre homossexuais, suspeitou-se que houvesse relação entre a doença e este estilo de
vida. No entanto, não tardaram a surgir casos entre heterossexuais e crianças
recém-nascidas. Apesar disso, as principais características epidemiológicas continuaram
sugerindo que a doença era infecciosa, transmitida por via sexual, vertical e parental.
Descobrindo as Causas
Com o agravamento da disseminação da AIDS, muitos estudos foram iniciados na
tentativa de identificar-se o agente etiológico da doença, possivelmente um vírus. Num
primeiro momento, os vírus Citomegalovírus, Epstein-Barr e Hepatite B foram os maiores
suspeitos. Não demorou para que os cientistas se dessem conta de que se tratava de fato
de um vírus novo.
No ano de 1982, pesquisadores do CDC estavam colhendo dados a respeito de nomes de pessoas
homossexuais que houvessem mantido relações sexuais entre si, a fim de mapearem aquela
doença, até então não compreendida em relação à sua forma de transmissão. Grande
parte das pessoas entrevistadas relata haver conhecido um mesmo homem, um comissário de
bordo de origem franco-canadense, Getan Dugas. Mais tarde, como escreveu Shilts, este
homem passou a ser conhecido como o paciente zero, a partir de quem a doença teria
cruzado o oceano atlântico.
Somente em 1984, quando milhares de americanos já haviam contraído a doença, que o
retrovírus, considerado agente etiológico da AIDS, foi descoberto. Dois grupos de
cientistas reclamaram ter sido o primeiro a descobri-lo, um do Instituto Pasteur de Paris,
chefiado pelo Dr. Luc Montangnier e o outro dos Estados Unidos, chefiado pelo Dr. Robert
Gallo. O fato é que uma das pesquisadoras do Instituto Pasteur de Paris, Françoise
Barre-Sinoussi, conseguiu cultivar um retrovírus em laboratório e enviou o material para
o laboratório de Robert Gallo, para que este confirmasse o seu achado, por se tratar de
um eminente cientista. Com base neste material, Gallo divulgou a descoberta como se fosse
sua, vindo a retratar-se somente no início da década de 90. Gallo é um importante
virologista, e já havia identificado outros dois retrovírus, o HTLV – 1 e o HTLV 2
(Human T Leukemia-limphoma vírus type 1 and 2) e, por isso, o agente etiológico da AIDS
foi inicialmente conhecido, nos Estados Unidos, como HTLV – 3. Na França, ele foi
reconhecido como LAV, associado a linfadenopatia. Depois das disputas da comunidade
científica serem devidamente esclarecidas, chegou-se ao consenso de denomina-lo HIV, ou,
em português, vírus da imunodeficiência humana.
Em 1985 estava no mercado um teste sorológico de metodologia imunoenzimática, para
diagnóstico da infecção pelo HIV que podia ser utilizado para triagem em bancos de
sangue. Após um período de conflitos de interesses político-econômicos, esse teste
passou a ser usado mundo afora e diminuiu consideravelmente o risco de transmissão
transfusional do HIV.
Os Primeiros Medicamentos
Em 1986, foi aprovada pelo órgão norte-americano de controle sobre produtos
farmacêuticos FDA (Food and Drug Administration), a primeira droga antiviral, a
azidotimidina ou AZT. Este revelou um impacto discreto sobre a mortalidade geral de
pacientes infectados pelo HIV.
Em 1994, um novo grupo de drogas para o tratamento da infecção passou a ser estudado, os
inibidores da protease. Estas drogas demonstraram potente efeito antiviral isoladamente ou
em associação com drogas do grupo do AZT (daí a denominação "coquetel").
Houve diminuição da mortalidade imediata, melhora dos indicadores da imunidade e
recuperação de infecções oportunistas. Ocorreu um estado de euforia, chegando-se a
falar na cura da AIDS. Entretanto, logo se percebeu que o tratamento combinado (coquetel)
não eliminava o vírus do organismo dos pacientes. Some-se a isso também os custos
elevados do tratamento, o grande número de comprimidos tomados por dia e os efeitos
colaterais dessas drogas. A despeito desses inconvenientes, o coquetel reduziu de forma
significativa a mortalidade de pacientes com AIDS.
Atualmente, na área, há duas linhas principais de pesquisa: uma busca uma vacina eficaz,
visando imunizar os indivíduos pertencentes a populações sob risco; e outra visando
buscar drogas antivirais mais potentes e com menos efeitos colaterais, visando erradicar o
vírus do organismo de pacientes infectados. Os resultados com os antivirais têm sido
melhores, entretanto dificilmente a AIDS será curada farmacologicamente. As esperanças
depositam-se no desenvolvimento de uma vacina eficaz. Infelizmente, até o momento não
há relatos promissores sobre vacinas.
Brasil: a História da
Prevenção e do Tratamento
Emílio Ribas
No Brasil, os primeiros casos confirmados ocorreram em São Paulo, em
1982. Foi no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, que o primeiro caso de AIDS do país
foi atendido. De lá até os dias atuais, cerca de 27.000 pessoas contaminadas pelo vírus
já passaram pelo Instituto, de acordo com informações do próprio Instituto de
Infectologia Emílio Ribas. Para atender pacientes de AIDS o Instituto teve que se
adequar. Seu laboratório é considerado um dos melhores do serviço público do país no
tocante à AIDS e à outras epidemias. Por seu hospital dia passam semanalmente cem
pessoas que embora tenham o vírus da AIDS e precisem de cuidados especiais como
medicações injetáveis específicas, não precisam de internação. O atendimento
prestado pelo Hospital Dia do Emílio
Ribas é tido como referência de bom serviço e outros idênticos já foram implantados
em vários outros locais.
No entanto, embora as realizações do Instituto tenham sido muitas, alguns entraves
parecem intransponíveis para seus próprios profissionais. "Apesar de ter um dos
mais bem equipados centros cirúrgicos de São Paulo, o hospital ainda não consegue
realizar o parto das gestantes portadoras do vírus da AIDS".
De acordo com informações do Instituto, "0 trabalho operacional gerado pelo doente
de AIDS fez com que o Instituto se adequasse. As condições de trabalho se mostraram
precárias, o número de funcionários deficiente, e o custo do doente para o Estado quase
inviável".
Para se ter uma idéia do volume de trabalho que a AIDS representa para um hospital, um
paciente de AIDS internado pode precisar de até dez trocas num dia. "0 trabalho é
exaustivo. Além da exaustão o funcionário do Ribas deparou com outro problema: se por
um lado a epidemia de meningite foi trabalhosa, o paciente quando atendido rapidamente
sobrevivia, o mesmo não acontecia com o doente de AIDS anos atrás. Esta impotência
angustiava não só funcionários, mas principalmente aos pacientes", explica o
Instituto em seu próprio histórico, do qual a AIDS é um capítulo à parte. Para
solucionar parte destes problemas, foi criada a equipe de saúde mental do hospital pelo
Dr. George Schulte. "Psicólogos e psiquiatras dão atendimento a familiares,
pacientes e funcionários, visando amenizar o sofrimento diante da doença", detalha
o documento. 0 trabalho realizado pela psicóloga Ana Baricca, junto às crianças com
AIDS na segunda unidade de internação do Instituto conseguiu reconhecimento
internacional, orgulha-se o Instituto.
Os números do Instituto de Infectologia Emílio Ribas são mesmo impressionantes.
Atende-se 100 pessoas por semana no Hospital Dia, 250 internadas, das quais mais de 60%
com AIDS, o que resulta em mais de 8.000 atendimentos/mês dos quais pelo menos 6.500 são
para doentes de AIDS. Com estes dados, não impressiona o aumento do quadro funcional: se
em 1992 eram 900 funcionários, atualmente são 1.600. Somente entre o corpo médico,
saltou-se de 101 médicos em 1992 para 280 em 96. No entanto, denuncia o próprio
Instituto, ainda não é suficiente o número de pessoas e muito menos os seus baixos
salários, o que provoca uma alta rotatividade. O Instituto calcula que cada paciente
internado custa ao Estado cerca de R$ 600,00 por dia e que quando ele precisa de UTI este
custo sobe para R$ 1.500,00.
As Fases da Prevenção
"A AIDS foi, inicialmente, associada de forma estigmatizadora, a grupos de
risco", contam as profissionais Vera Lopes dos Santos e Cledy Eliana dos Santos, da
Unidade de Prevenção da Coordenação Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde,
"tais como homossexuais, prostitutas, dependentes químicos e hemofílicos,
localizados em grandes centros urbanos". O resultado desta associação foi
disseminar a falsa noção de que os que não pertenciam a estes grupos estariam a salvo
da AIDS. Além disso, explicam, "reforçou preconceitos e estigmas vigentes contra
algumas minorias".
Na análise de Marcelo Sodelli, mestre em psicologia da educação pela PUC/SP com tese
sobre a AIDS nas Escolas, com os primeiros casos de AIDS em São Paulo e com o início de
um programa estadual de mobilização, inaugurou-se o que ele cita como primeira fase dos
projetos de prevenção. Ele ressalta que neste período, mesmo com importantes
iniciativas tomadas pela Secretaria do Estado de São Paulo, pode ser observada "uma
completa falta de atuação por parte de quase a maioria das autoridades governamentais,
principalmente na esfera federal".
Segundo Marcelo, paralelamente à falta de um plano nacional de combate a AIDS, ocorreu a
organização de alguns setores da sociedade, propiciando o nascimento das primeiras
Organizações Não-Governamentais (ONGs). "Com um papel extremamente importante,
estas organizações sempre traziam à luz a discussão sobre a questão do preconceito e
da discriminação", expõe Marcelo em sua tese, acrescentando que, com isso, essas
organizações também exerceram pressão sobre o Estado, exigindo posicionamentos e
soluções diante dos problemas ocasionados com o advento da AIDS.
Desde o início, critica Marcelo, a AIDS foi considerada uma demanda do setor de saúde,
designando o Ministério e as Secretarias de Saúde como porta-vozes oficiais do Estado.
Isso excluiu a participação dos setores de Educação, que seriam essenciais para a
prevenção à AIDS. Um projeto envolvendo a escola no cenário de prevenção à AIDS só
aconteceu em 1985, incluindo um treinamento de professores de escolas públicas de 1º e
2º Grau, em São Paulo, e deveria atingir 3.500 alunos. No entanto, ele não teve
continuidade a partir do momento em que a sua execução deveria ter sido assumida pela
Secretaria de Educação, cita Marcelo, apoiado em declarações do Dr. Paulo.
Roberto Teixeira, atualmente Coordenador do Programa de AIDS do Ministério da Saúde.
Inicialmente, conta Marcelo, "as ações públicas no combate à AIDS tinham
basicamente a mesma abordagem que era feita em relação aos pacientes de hanseníase,
devido à semelhança que essas duas doenças apresentavam, principalmente por causa da
discriminação". De acordo com o relato de Marcelo, nesta primeira fase, "as
ações preventivas foram incipientes, caracterizando-se por reuniões isoladas,
palestras, distribuições de panfletos e utilização da mídia através de
reportagens". As ações governamentais, na época, investiam em vigilância
epidemiológica e em assistência média, não apresentando um plano sistemático e
organizado de prevenção.
Entre 1980 e 1999, o Ministério da Saúde, através de seu Boletim Epidemiológico,
notificou 155.590 casos de Aids, dos quais 13%, ou 20.064, referem-se a pessoas entre 15 e
24 anos. A faixa mais atingida, no entanto, situa-se entre os 25 e 34 anos, com 43,23% dos
casos: 67.267. Partindo-se do pressuposto que o portador de HIV pode viver em média 10
anos sem apresentar sintomas, o número de casos que foram contaminados entre os 15 e 24
anos pode ser elevado, sendo primordial que esta faixa etária seja atingida com ações
de prevenção, conclui Marcelo.
Entre as tendências mais dramáticas da epidemia, cabe ressaltar o aumento da infecção
por mulheres heterossexuais casadas (ou com parceiros fixos) e as populações de baixa
renda, afetadas diretamente pela exclusão social, cultural e econômica. Aumentando o
número de mulheres infectadas, proporcionalmente aumenta também o número de crianças
contaminadas verticalmente (através da gravidez).
A segunda fase das políticas de prevenção abrange o período entre a criação do
Programa Nacional de AIDS (02.05.85) até 1990, sendo caracterizada a ação da esfera
governamental com uma abordagem pragmática e mais técnica da epidemia. Nesse período, o
setor de Saúde tentava envolver outros setores (por exemplo, o Ministério da Educação,
do Trabalho e da Justiça) na questão do combate à AIDS (Teixeira, 1997). A intenção
era de reunir esforços para o desenvolvimento de políticas nacionais na luta contra a
doença. Pretendia-se alertar que a AIDS não deveria ser vista como um problema da área
de Saúde, mas uma questão nacional.
Segundo a tese de Marcelo, nesse período, a abordagem preventiva pode ser caracterizada
como buscando a prevenção, através do repasse de informação, através de aulas
teóricas, palestras e distribuições de panfletos informativos. Há, porém, uma
diferença marcante entre esses dois períodos: enquanto no primeiro ainda não existia um
corpo teórico sólido em relação aos conhecimentos da virologia e epidemiologia da
AIDS, sendo atribuído a esse fato o fracasso desses programas, no segundo período, esse
corpo teórico se apresenta muito desenvolvido e sólido. Entretanto, mesmo assim, esse
tipo de programa preventivo ainda se mostrava sem sucesso. Na análise do psicólogo,
apesar do pragmatismo desse período, as campanhas elaboradas até 1990 tiveram sempre uma
intenção não-estigmatizante e solidária para com os afetados.
A terceira fase das respostas políticas à AIDS, segundo o mesmo analista, inicia-se em
1990, de forma contrária às expectativas nacionais, desestruturando o Programa Nacional,
comprometendo, entre outras coisas, a própria vigilância sanitária, fragilizando as
articulações com os estados, com as ONGs e outras instituições. Nesse período, é
vinculada ao movimento uma campanha nacional sob o tema "Se você não se
cuidar, a AIDS vai te pegar"; como afirma Teixeira (1997: 63), "retirava
toda a esperança das pessoas infectadas e pretendia estimular atitudes e práticas
seguras, entre os não-afetados, utilizando a ameaça: a AIDS mata". Denunciando este
período da história da prevenção no Brasil, do qual ainda sofremos resquícios, há o
depoimento do Padre Júlio Lancellotti, da Casa Vida, que acolhe
crianças órfãs e infectadas: "as informações sobre a AIDS vinham às vezes muito
pesadas, ou preconceituosas, ou distorcidas, ou marcadas pelo medo, principalmente
marcadas pela morte. Tinha um carro parado aqui na porta, onde estava escrito: ‘Aids:
essa porra mata!’, e as crianças começaram a ler. Eu não vi nenhuma campanha
publicitária que levasse em conta o pensamento infantil", disse, em entrevista
exclusiva ao BoaSaúde. Apoiado no Ministério da Saúde, Marcelo afirma que esse tipo de
informação não só fracassou em seu objetivo (que era diminuir a transmissão do HIV),
como contribuiu negativamente para o fortalecimento de comportamentos preconceituosos em
relação ao portador, aumentando também o medo e a angústia das pessoas em relação à
AIDS. Foi ainda nessa época que, paradoxalmente, um grande avanço ocorreu: a
distribuição gratuita de remédios para os portadores de HIV.
A quarta fase compreende desde 1992 até os dias atuais (1999), com a reorganização do
Programa Nacional de AIDS no Ministério da Saúde. Essa fase pode ser entendida como um
processo no qual rivalidades e disputas foram deixadas de lado, a fim de intensificar e
fortalecer a cooperação de todos que estão na luta contra a AIDS (Parker, 1997).
Inicia-se uma negociação do Programa Nacional com o Banco Mundial, a fim de desenvolver
um projeto para a prevenção e controle da AIDS. O Programa Nacional passou a ser o
principal financiador dos projetos desenvolvidos em todo país. No tocante às abordagens
preventivas, afirma Marcelo, esse período apresenta três formas de trabalho: campanhas
de redução de danos, campanhas que induzem ao uso do preservativo e campanhas que
buscam, através da escolha pessoal e da responsabilidade social, a prevenção da AIDS.
Para o psicólogo, essa abordagem, por suas características e objetivos, exige
profissionais altamente capacitados, um longo período de execução, culminando num alto
custo financeiro. Por essa última razão, são poucas as instituições que conseguem
desenvolver um projeto com essa abordagem. Ainda hoje, para Marcelo, a base dos programas
de prevenção a AIDS, apresenta questões políticas, sendo vista como um problema quase
exclusivamente da área de saúde.
Fontes
- Secretaria Municipal de Saúde e Higiene de São José do Rio Preto, SP
- Ministério da Saúde – Coordenação de DST/AIDS
- SHILTS, Randy. O prazer com risco de vida. Record. Rio de Janeiro, 1987.
- SODELLI, Marcelo. Escola e AIDS : Um olhar para o sentido do trabalho do professor na
prevenção à AIDS. Tese de Mestrado PUC/SP, 1999.
- Instituto de Infectologia Emílio Ribas
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26 de Setembro de 2000
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