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© Equipe Editorial Bibliomed
Neste Artigo:
- Quais os sintomas da Artrite
Reumatóide?
- Como a Artrite Reumatóide é diagnosticada?
- Como é feito o tratamento?
- Pode ser necessário algum tipo de Cirurgia?
- Qual o futuro no tratamento da AR?
-
Como deve ser feito o acompanhamento?
A Artrite Reumatóide (AR) é uma doença inflamatória
sistêmica de causa indeterminada, que afeta principalmente mulheres entre os 40
e 60 anos de idade.
Mesmo com tratamento adequado, a doença resulta em algum grau de incapacidade em até 7% das pessoas afetadas.
Quais os sintomas da Artrite
Reumatóide?
Os sintomas iniciais mais comuns incluem dor e/ou rigidez nas
articulações, mal-estar, fadiga e febre baixa. As articulações são afetadas
de modo simétrico e as inflamações podem ocorrer em crises, simulando ataques
de Gota ou artrites causadas por bactérias.
Com a evolução da doença, a pessoa afetada pode
desenvolver diversas alterações vasculares, cardíacas e nervosas, além de
problemas visuais e pulmonares.
Algumas pessoas podem desenvolver uma complicação da AR
chamada de Síndrome de Felty. Esta síndrome se caracteriza por alterações
articulares típicas da AR associadas a aumento do tamanho do fígado,
diminuição no número de células no sangue, perda de peso, desânimo intenso
e hiperpigmentação da pele, entre outras alterações.
Como a Artrite Reumatóide é diagnosticada?
O diagnóstico baseia-se em grande parte no exame clínico
realizado pelo médico, que deverá registrar a presença de certos critérios
diagnósticos durante um determinado período de tempo.
O médico poderá então solicitar alguns exames para excluir
outras doenças ou avaliar a extensão do problema da AR. A anemia é comum,
assim como a presença de certos fatores no sangue – chamados Fatores
Reumatóides. Os fatores reumatóides estão presentes em cerca de 80% das
pessoas portadoras de AR, mas não são exclusivos desta doença.
Quando a AR ocorre associada à presença de Fatores
Reumatóides ela é chamada de Artrite Reumatóide Soropositiva. Esta
classificação é importante pois possui implicações na evolução e no
prognóstico da doença.
Como é feito o tratamento?
Inicialmente, indica-se repouso, fisioterapia e
antiinflamatórios.
Alguns remédios possuem a capacidade de interferir no
processo inflamatório por trás da AR, e são chamados de Antirreumáticos. Os
mais conhecidos e utilizados são os Antimaláricos, os Sais de Ouro, a
Penicilamina, os Imunossupressores (p.ex.: metotrexate), os Corticosteróides
(p.ex.: prednisona) e a Sulfassalazina.
Apesar de eficazes, os remédios empregados no tratamento da
AR possuem vários efeitos colaterais e jamais devem ser utilizados sem
recomendação medica. Mulheres em idade fértil devem fazer um acompanhamento
rígido antes de utilizar qualquer um destes antirreumáticos.
Pode ser necessário algum tipo de Cirurgia?
Mesmo quando a artrite é controlada ou eliminada com o uso
de medicamentos, algumas pessoas com AR crônica podem continuar queixando dores
incontroláveis ou limitação dos movimentos devido danos nas articulações.
Nestes casos, alguns procedimentos cirúrgicos podem ser indicados para reduzir
o sofrimento e recuperar a amplitude dos movimentos.
Qual o futuro no tratamento da AR?
Muitos pacientes não respondem ou não toleram os
antirreumáticos tradicionais. Por isso, pesquisadores em todo o mundo têm se
esforçado para desenvolver novas drogas e encontrar novos usos para
medicamentos tradicionais.
Alguns medicamentos conhecidos, como tetraciclina, ácido
gama-linoleico e a terapia de reposição hormonal com estradiol, têm sido
objeto de vários estudos e se mostraram úteis no alívio de vários sintomas
da AR.
Recentemente, um novo medicamento chamado Etanercept foi
aprovado pelo FDA para tratamento da AR aguda. A droga foi estudada em 1.039
pacientes com artrite reumatóide e os resultados apresentados mostraram uma
significativa redução das dores e do edema nas articulações.
Outras novidades importantes vêm do campo da biotecnologia,
onde os pesquisadores estão otimistas com o desenvolvimento de uma cura para a
AR ainda nas próximas décadas. As áreas mais promissoras envolvem terapias de
dessensibilização com anticorpos monoclonais e medicamentos inibidores da
inflamação.
Como deve ser feito o acompanhamento?
Uma vez controlado os sintomas, a pessoa deve ser reavaliada
a cada 6 meses, com um exame médico detalhado e alguns testes laboratoriais
complementares.
A recorrência de dores articulares, rigidez matinal
prolongada e fadiga sugerem a possibilidade de reagudização da doença,
justificando mudanças no tratamento.
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29 de Outubrode 2009
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