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© Equipe Editorial Bibliomed
Neste artigo:
- As Crises
- O Diagnóstico
- O Tratamento das crises
- O Tratamento preventivo
- Outras medidas preventivas
- Referências Bibliográficas
A enxaqueca é uma doença muito comum, afetando 35 milhões de
brasileiros, especialmente entre os 15 e 55 anos de idade. As mulheres são 3
vezes mais afetadas que os homens e 70-80% das vítimas do transtorno possui
pessoas na família com o mesmo problema.
As crises de enxaqueca podem ser desencadeadas por uma série
de situações e substâncias, que recebem o nome de "gatilhos". Estes gatilhos
podem ser representados por excesso de claridade, emoções fortes, estresse
excessivo, depressão, alterações no sono, mudanças nos horários das refeições ou
consumo de alimentos muito gordurosos, entre outros.
As Crises
A dor de cabeça típica da enxaqueca é uma sensação latejante
de "pressão para fora", como se a cabeça fosse explodir. A localização pode
variar entre uma crise e outra. A dor também pode acometer a região dos dentes,
a face e a nuca, podendo ser confundida com problemas dentários, sinusite ou
problemas na coluna. Náuseas, vômitos, dificuldade para enxergar na claridade,
irritabilidade, ansiedade e depressão também podem ocorrer.
Aproximadamente 1 de cada 5 pessoas afetadas experimenta
auras, manifestações associadas à enxaqueca que assinalam a aproximação de uma
crise. As auras costumam causar alterações visuais, incluindo sensação de linhas
onduladas, pontos luminosos ou visão escurecida, e podem preceder a crise de
enxaqueca em 20-60 minutos. Sensação de formigamento na face ou nos braços e
dificuldade para falar também são outras manifestações comuns das auras. Na
maioria dos casos, as crises duram de 4 a 72h, interferindo profundamente com as
atividades diárias.
O Diagnóstico
O diagnóstico é feito através do exame médico. Exames como
radiografias, tomografias, ressonâncias e eletroencefalogramas podem ser
solicitados para excluir outras doenças com manifestações semelhantes (p.ex.:
derrame, aneurisma cerebral, hemorragia intracraniana, meningite, epilepsia,
tumores, etc), mas não existe um teste específico capaz de confirmar a presença
de enxaqueca.
O Tratamento das crises
Muitos fatores podem contribuir para a ocorrência das crises
de enxaqueca. Evitar o contato com estes gatilhos é fundamental para reduzir o
número e a intensidade dos ataques.
Durante as crises, podem ser utilizados analgésicos como
paracetamol, AAS e ibuprofeno, ou substâncias específicas direcionadas para o
tratamento da enxaqueca, como a dihidroergotamina ou o sumatroptano. O
tratamento deve ser individualizado ao máximo e apenas o médico está capacitado
para determinar o medicamento ou a combinação de medicamentos mais indicada para
cada caso.
O Tratamento preventivo
As medicações preventivas estão indicadas para as pessoas que
apresentam ataques frequentes de enxaqueca (3 ou mais ao mês) e que não
respondem bem ao tratamento das crises. Os principais medicamentos utilizados
para prevenção incluem beta-bloqueadores (p.ex.: propranolol e atenolol),
anticonvulsivantes (p.ex.: ácido valpróico, topiramato e gabapentina),
bloqueadores de canais de cálcio (p.ex.: verapamil e anlodipino), inibidores de
recaptação de serotonina (p.ex.: fluoxetina, paroxetina e sertralina) e
antidepressivos tricíclicos (p.ex.: amitriptilina, nortriptilina e desipramina).
Todos estes remédios possuem indicações muito específicas e efeitos colaterais
potencialmente danosos, não devendo ser utilizados sem orientação médica
restrita.
Outras medidas
preventivas
Evitar as substâncias e situações capazes
de desencadear as crises é uma medida prática e eficaz. Dentro do possível,
recomenda-se evitar bebidas alcoólicas, adoçantes artificiais, cafeína,
chocolate, queijos, alimentos gordurosos, glutamato monossódico (presente em
muitos temperos), nitratos e nitritos (presentes em salsichas e outros alimentos
processados), cebolas, laranjas e tomates.
Alguns fatores relacionados aos hábitos de vida também
merecem uma atenção maior: alergias, períodos prolongados de jejum, exposição a
luzes intensas, fumaça de cigarro ou odores fortes, falta de um padrão de sono
regular e alterações nos níveis de estresse podem ajudar no desenvolvimento das
crises. O mesmo vale para pílulas anticoncepcionais contendo estrogênios e
certos medicamentos utilizados para reduzir os sintomas da menopausa.
Para aliviar as crises de enxaqueca, além de tomar as
medicações receitadas pelo seu médico, você também pode fazer o seguinte:
• Repousar em locais frescos e escuros. Recostar é melhor que
se deitar.
• Colocar gelo sobre as áreas dolorosas dá algum alívio.
• Beber muita água e comer moderadamente, evitando alimentos muito temperados ou
condimentados.
É importante lembrar que a avaliação médica é essencial em
todos os casos.
Referências
Bibliográficas
1. Silberstein S, Tfelt-Hansen P, Dodick DW, Limmroth V,
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5. Silberstein SD. Preventive treatment of migraine.
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Copyright © 2009 Bibliomed,
Inc. 13 de julho de 2009
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