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Neste Artigo:
- Alternativas de Saúde
- Dados Históricos
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A gravidez é um momento único da vida da mulher. Momento este que é preciso ter
consciência de que muita coisa vai mudar, no corpo, na mente e no dia-a-dia da futura
mãe. A partir do momento quando um espermatozóide penetra no óvulo, acontece uma
fusão das células. Assim está estabelecida a gravidez e as mudanças podem começar.
Durante todo o processo que termina com o parto - a expulsão do feto, o organismo da
mulher passa por várias modificações.
Estar consciente das mudanças durante a gravidez é um dos caminhos mais seguros para
viver essa fase com bastante tranqüilidade.
A alteração hormonal que ocorre durante a gravidez interfere na produção de enzimas
digestivas e no peristaltismo intestinal, em conseqüência, a digestão fica mais lenta e
a azia e a prisão de ventre se tornam inevitáveis. Uma dieta leve, com bastante fibra,
líquidos e muitas frutas resolve o problema. Nestes casos é bom lembrar que a
automedicação é perigosa. Os medicamentos, mesmo os mais inofensivos, só devem ser
tomados sob orientação médica.
Outro problema freqüente é o edema (inchaço) que é considerado normal e previsível.
No entanto, se a retenção de água estiver sendo excessiva, deve-se comunicar ao médico
para evitar problemas mais sérios, como, por exemplo, sua associação com a
hipertensão, que é uma situação que exige cuidados especiais. A orientação médica
adequada tem o objetivo de normalizar esta situação.
No caso das cãibras, uma avaliação médica é fundamental para avaliar ou corrigir este
problema, que geralmente ocorre em conseqüência do edema gestacional e/ou déficit
alimentar de cálcio, potássio, etc. Já em casos de cólica, que pode ser um sinal de
aborto, a mulher grávida principalmente no 1º trimestre deve procurar o seu médico. Em
alguns casos, as cólicas e dores abdominais são sintomas que poderão ser observados
durante toda a gestação e sem nenhuma repercussão à gravidez.
Outro sintoma é o sangramento que ocorrendo no início da gravidez pode se tratar de
ameaça de abortamento ou sangramento de implantação do embrião. Nesse caso é bom
avisar o médico e checar a necessidade de cuidado médico imediato.
Comum nos três primeiros meses de gravidez, o enjôo é uma das primeiras manifestações
evidenciando que o organismo está passando por transformações. Pode ser causado pelas
alterações hormonais, pelo aumento dos ácidos estomacais e até por fatores
psicológicos. O enjôo só deve ser causa de preocupação, quando seguido de vômitos
incoercíveis.
As vertigens não são um sintoma freqüente, mas podem ocorrer. Cada mulher tem um ritmo
para se adaptar a nova situação. Pequenas vertigens podem ser apenas sinal de que o
organismo está precisando de um pouco mais de tempo para se adaptar. Na consulta de
pré-natal, não esqueça de relatar este sintoma. Além disso, pode acontecer ainda o
corrimento que é uma reação comum do organismo feminino às alterações que o meio
vaginal sofre durante a gravidez, como também, a questão da fragilidade dentária,
eclampsia, etc.
Estes são alguns dos problemas que podem ser evitados, aliviados e controlados
adotando-se métodos naturais de tratamento, sobretudo a dietética ou a macrobiótica, a
ginástica, yoga, massagem, etc.
Alternativas de Saúde
A dietética tem por objetivo estabelecer um programa de dieta composto dos mais variados
tipos de alimentos. Uma dieta rica em proteínas, gorduras, carboidratos e vitaminas, em
quantidades moderadas contribui sobremaneira tanto para a saúde da mulher como do bebê.
Os componentes alimentares são fundamentais na formação da criança.
A grávida pode contar ainda com as massagens, que tem entre as suas funções, a melhora
das dores lombares que geralmente acontecem em função da alteração das vértebras.
Além disso, a massagem pode ser feita em determinadas regiões do corpo como a coluna,
pernas e ombros. Especialistas neste tipo de técnica, geralmente aconselham a
participação do companheiro, o que segundo eles, torna o marido mais participante de
todo o processo da gravidez.
Outra opção é a fitoterapia que se dá a partir da utilização do princípio ativo de
plantas sob a forma de tinturas e extratos. Faz parte da tradição cultural de muitos
povos. Estima-se a existência de 3 mil diferentes tipos de remédios extraídos de
vegetais no Brasil. Normalmente a fitoterapia é usada no caso de problemas digestivos
como as náuseas, vômitos, problemas de coluna, etc. Além disso, o uso de plantas
medicinais ajuda a preparar o organismo para o parto.
As grávidas podem contar também com a acupuntura, que é uma parte da medicina
tradicional chinesa, que utiliza a inserção de agulhas em determinados pontos do corpo
humano situados em canais nos quais circula energia. O ponto de acupuntura é uma região
da pele sensível e rica em terminações nervosas que enviam informações ao cérebro
melhorando a circulação de sangue e de energia, promovendo o equilíbrio psicofísico,
com a cura e a prevenção de doenças. Durante a gravidez, a acupuntura é muito
utilizada no caso de problemas com a coluna que normalmente recebe uma sobrecarga grande
de peso, o que provoca dores.
A homeopatia é uma opção muito usada no tratamento de saúde e hoje tem conseguido se
firmar como um excelente método para o tratamento de várias doenças. Os seus adeptos
crescem a cada dia e é cada vez maior o percentual de mulheres grávidas que buscam este
tipo de tratamento. Isto porque a homeopatia tem o objetivo principal a cura e não o
distúrbio orgânico que todos conhecem como doença. O tratamento homeopático provém de
substâncias que após um processo de preparação libera energia. As grávidas que
decidirem pelo tratamento devem procurar um profissional experiente no assunto. Entre os
vários problemas, a homeopatia tem sido usada com freqüência nos casos de inchaços,
dores, nervosismo, etc.
A macrobiótica, outro recurso à disposição, centra suas ações no equilíbrio
alimentar. Isto porque a alimentação materna, a atividade física e mental da mãe são
consideradas como fatores básicos e indispensáveis para o desenvolvimento do feto. Na
macrobiótica, os alimentos são divididos em principais, secundários, frutas, as bebidas
- geralmente os chás, as bebidas especiais que normalmente exigem uma preparação mais
elaborada e a realização da atividade mental da mãe que envolve os exercícios
respiratórios.
As grávidas, graças ao ressurgimento de várias terapias alternativas podem ainda
durante este novo período da vida adotar por exemplo, a cromoterapia, a aromaterapia ou a
fitoterapia. Tudo isto serve como recurso para que o período da gravidez aconteça de
forma plena, saudável e sempre orientado por um profissional experiente em medicina
alternativa.
Dados Históricos
O que Hipócrates ou Pitágoras entendiam por cura é mais semelhante aos conceitos de
médicos homeopatas do que as da medicina oficial. O termo medicina, monopolizado pela
medicina oficial, nos encaminha como alternativa ou complementar as atividades
terapêuticas que se afastam da linha dominante nas universidades e associações
médicas. O entendimento das terapias naturais nos faz voltar às origens da atividade
para as chaves do conhecimento.
No século IX A.C. Asclépio já personificava a figura terapêutica ou o primeiro
indivíduo a curar enfermos. É o nascimento da Medicina. Surgiu daí um grupo de adeptos
que se dedicavam ao trabalho de cura. Na época numa relação homem/natureza muito
diversa da atual, o que se queria era a compreensão das causas do desequilíbrio que
provocava a doença.
A harmonia conseguida, através de dietas, massagens, hidroterapia, atuaria na
recuperação da saúde física e psíquica do enfermo. Hipócrates, o pai da Medicina,
recebe sua formação com os sacerdotes Asclepíadas, grupo que incluía seu pai
Heraclides (séc. IV A.C). Sua teoria de equilíbrio está ancorada no conhecimento dos
quatro elementos: terra, ar, água e fogo. Há 200 anos atrás surgia a homeopatia.
Copyright © 2000 eHealth Latin America 28 de Agosto de 2000
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