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Neste artigo:
- Causas
- Tratamento
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A morte súbita de origem cardíaca, (muitas vezes também
chamada de parada cardíaca) é conseqüência de uma parada
abrupta da função do coração, fazendo com que ele
cesse seu funcionamento.
Uma característica fundamental para o conceito da morte súbita
é que ela ocorre de modo inesperado em relação ao momento
e ao modo de sua ocorrência. De um modo geral, ela surge poucos minutos
após o início dos sintomas. A principal causa subjacente da morte
súbita é a doença das artérias coronárias,
que se tornam ocluídas, pela deposição de placas gordurosas
e coágulos sangüíneos. As artérias coronárias são
as responsáveis pelo suprimento de sangue aos músculos do coração.
Causas
Ao se bloquear agudamente o suprimento de sangue para o músculo cardíaco,
pela oclusão de uma coronária, pode surgir instabilidade nos batimentos
cardíacos (arritmias). Estes podem se tornar muito rápidos (taquicardia
ventricular) e/ou caóticos (fibrilação ventricular). Estas
arritmias eventualmente evoluem para a parada dos batimentos do coração.
Uma outra origem da parada cardíaca pode surgir em situações
nas quais o coração se torna extremamente lento, o que se chama
bradicardia.
A maioria dos pacientes vítimas da morte cardíaca súbita
já apresenta, em seus exames pós-morte, comprometimento de duas
ou mais artérias importantes do coração, sendo que pelo
menos uma delas costuma estar completamente ocluída agudamente. Dois
terços das vítimas já apresentam cicatrizes de infartos
prévios do coração. É interessante notar que muitos
destes infartos prévios podem ter passado sem diagnóstico e tratamento
anteriore, sendo o episódio muitas vezes interpretado pelo paciente como
"problema de estômago" ou "gás"; é comum
o paciente se recusa a buscar atendimento médico.
Quando a morte cardíaca súbita ocorre no jovem, as causas mais
prováveis geralmente são outras, que não as oclusões
das artérias coronárias. A liberação de adrenalina
durante atividade física intensa, age muitas vezes, com um fator desencadeante
para a parada cardíaca. Este tipo de situação ocorre com
maior freqüência quando o indivíduo já é portador
de algum tipo de condição clínica prévia, muitas
vezes congênita.
Sob certas condições, o uso de medicamentos e de drogas ilícitas,
pode precipitar a morte cardíaca súbita, em indivíduos
de qualquer idade, inclusive jovens, não portadores de doenças
coronarianas. O mecanismo, nestes casos, é o surgimento de arritmias
cardíacas, essas arritmias evoluem para a cessação dos
batimentos do coração.
O termo "ataque cardíaco maciço", muitas vezes é
usado de modo errôneo, para descrever a morte súbita cardíaca.
O "ataque cardíaco" ou "infarto cardíaco"
refere-se à morte dos músculos do coração devido
à perda de suprimento sanguíneo das artérias coronárias,
mas não necessariamente resulta em parada cardíaca ou morte do
paciente. Um ataque cardíaco pode levar à parada cardíaca
e à morte súbita cardíaca, mas os termos não são
sinônimos.
Tratamento
A parada cardíaca é reversível em muitas das vítimas
do quadro, se tratada em poucos minutos com um choque elétrico aplicado
no peito (o termo medico é desfibrilação), por um aparelho
chamado desfibrilador. A chance de uma vítima se recuperar diminui em
7 a 10 %, a cada minuto que se passa sem a desfibrilação.
A morte cerebral e a morte permanente ocorrem em 4 a 6 minutos após
a parada cardíaca. Poucas tentativas de ressuscitação são
bem sucedidas após 10 minutos.
As manobras de ressuscitação podem ser realizadas por leigos
com algum treinamento (de imediato), por paramédicos e por médicos.
Além da desfibrilação (que depende de um equipamento, o
desfibrilador), as manobras incluem a massagem cardíaca e a ventilação
artificial (que pode ser iniciada com a respiração boca a boca).
O tratamento definitivo das pessoas que foram recuperadas de uma parada cardíaca
inclui a investigação das causas e o seu tratamento, para prevenir
futuros episódios. As principais causas tratadas são as obstruções
das coronárias e as arritmias. Estas, muitas vezes, quando diagnosticadas
como arritmias malignas e potencialmente letais, podem necessitar do implante
de aparelhos tipo marcapassos cardíacos.
Os exames e o tratamento posterior incluem o cateterismo cardíaco, os
testes eletrofisiológicos, as angioplastias e implantes de stent, as
cirurgias de revascularização miocárdica, as drogas antiarrítmicas
e os implantes de marcapasso.
Fonte: American Heart Association
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17 de Junho de 2005. |
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