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Neste Artigo:
- Quais os sintomas?
- O que causa a Rinite Alérgica?
- Existem
fatores de risco para desenvolver Rinite Alérgica?
- Como é feito o diagnóstico?
- Quais a
complicações mais comuns da rinite alérgica?
- Existe tratamento?
- Referências
Bibliográficas Selecionadas
A Rinite Alérgica é um problema extremamente comum,
afetando uma em cada 5 pessoas no mundo todo.
Os sintomas da Rinite lembram bastante um resfriado, com
coriza, congestão nasal e espirros. Contudo, ao contrário do resfriado, a
Rinite Alérgica não é causada por um vírus, mas por uma resposta alérgica a
certas substâncias presentes no ambiente.
Sem o tratamento adequado, a Rinite Alérgica pode
comprometer sua qualidade de vida, causando insônia, fadiga e irritabilidade,
além de aumentar o risco para outros distúrbios alérgicos como asma e eczema.
Quais os sintomas?
Os sinais e sintomas da Rinite podem variar desde muito leves
até severos.
Pessoas com Rinite leve sofrem com episódios discretos e
pouco freqüentes de coriza e coceira no nariz associada a lacrimejamento nos
olhos. No outro extremo, pessoas com Rinite severa apresentam sintomas que duram
mais de 4 dias por semana ou mais de 4 semanas consecutivas. A congestão nasal
crônica pode causar dor na face, alterar o paladar e a olfação, e afetar até
mesmo sua aparência, com formação de edema em torno dos olhos e olheiras.
Os sintomas da Rinite alérgica costumam surgir imediatamente
após o contato com a substância à qual você tem alergia. Estas substâncias
são chamadas Alérgenos, e os alérgenos mais comuns incluem pólen, ácaros,
baratas, mofo, pêlo de animais domésticos, fumaça e perfumes.
O que causa a
Rinite Alérgica?
Durante um processo chamado Sensibilização, seu sistema de
defesa identifica - por engano - certas substâncias como invasores
potencialmente perigosos. Isto faz com que seu organismo produza anticorpos
chamados Imunoglobulina E (IgE) contra esta substância.
Na próxima vez em que você entrar em contato com a
substância alérgena, seu sistema de defesa irá despejar grandes quantidades
de IgE na corrente sangüínea, desencadeando a liberação de produtos
químicos que causam edema na membrana mucosa do nariz, seios da face e olhos. O
resultado: os olhos e o nariz começam a escorrer e você espirra sem parar. A
principal substância envolvida nesta resposta alérgica é a Histamina.
A hereditariedade desempenha um papel importante no
desenvolvimento da Rinite Alérgica: filhos cujos pais possuem asma ou rinite,
possuem um risco maior para os mesmos problemas.
Apesar da rinite alérgica acometer pessoas de todas as
idades, ela é mais comum em crianças e adolescentes. À medida que
envelhecemos, as crises tendem a ser menos intensas.
Existem
fatores de risco para desenvolver Rinite Alérgica?
Sim, existem. Os principais incluem:
- Familiares com problemas alérgicos
- Sexo masculino (os homens são mais afetados que as mulheres)
- Primavera (devido à maior quantidade de pólen em suspensão no ar)
- Ser o primeiro filho
- Contato com fumaça de cigarro durante o primeiro ano de vida
- Exposição à poeira com ácaros
Como é feito o
diagnóstico?
Através do exame médico e de testes de exposição a certos
alérgenos. Estes testes são realizados injetando-se pequenas quantidades de
extratos alérgenos sob a pele e avaliando o tamanho da pápula que se forma com
o passar do tempo. Alguns exames de sangue também podem ser úteis, com a
dosagem dos níveis de IgE.
Quais
a complicações mais comuns da rinite alérgica?
A Rinite alérgica pode afetar a qualidade de vida. Espirrar
e assoar constantemente o nariz pode ser inconveniente, desconfortável e até
mesmo embaraçoso. Além disso, a Rinite pode prejudicar seu sono, causando
fadiga, irritabilidade e comprometimento do rendimento no trabalho ou na escola.
A Rinite também pode aumentar a freqüência de crises de
bronquite em pessoas asmáticas. O eczema (também chamado de dermatite atópica)
é mais comum em pessoas que sofrem de Rinite.
A congestão prolongada dos seios da face aumenta a
susceptibilidade da pessoa para Sinusite.
Em crianças, a Rinite é um fator de risco importante para o
desenvolvimento de infecções nos ouvidos.
Existe tratamento?
Uma vez identificados os agentes (alérgenos) responsáveis
pelas crises alérgicas, a primeira medidas é procurar evitar ao máximo o
contato com estas substâncias. Em alguns casos, isto é o suficiente para
controlar a Rinite.
Dependendo da intensidade da congestão nasal, seu médico
poderá receitar sprays nasais, descongestionantes e antialérgicos. Se tudo
isto não resolver o problema, a opção seguinte é a Terapia de
Dessensibilização – também conhecida como Imunoterapia. Esta terapia
consiste no emprego de injeções contendo extratos purificados dos alérgenos
mais importantes para o seu caso específico. As injeções devem ser aplicadas
em intervalos regulares durante 2 a 5 anos. O objetivo é diminuir a
sensibilidade do organismo para aqueles alérgenos, reduzindo as manifestações
da Rinite e a necessidade de medicamentos.
Referências
Bibliográficas Selecionadas
- Passalacqua G.
Allergic rhinitis: the nose and beyond. Allergy. 2006
Nov;61(11):1245-8.
- Douglass JA, O'Hehir RE.
Diagnosis, treatment and prevention of
allergic disease: the basics. Med J Aust. 2006 Aug 21;185(4):228-33.
- Pynnonen MA, Terrell JE.
Conditions that masquerade as chronic
rhinosinusitis: a medical record review. Arch Otolaryngol Head Neck Surg. 2006
Jul;132(7):748-51.
- Radojicic C.
Sinusitis: allergies, antibiotics, aspirin, asthma. Cleve
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11 de setembro de 2008 |
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