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© Equipe Editorial Bibliomed
Neste Artigo:
- O que causa o ronco?
- Quando procurar auxílio médico?
- Que exames devem ser feitos?
- Quais as possíveis
complicações do ronco?
- Qual o tratamento do ronco?
O Ronco é o ruído que a respiração produz ao passar pelas
vias aéreas parcialmente obstruídas durante o sono. Estima-se que mais de 1/3
dos adultos ronquem pelo menos algumas noites por semana. De cada 10 roncadores
crônicos, 9 são homens – a maioria com 40 anos de idade ou mais.
O que causa o ronco?
O ronco pode resultar de vários distúrbios, incluindo
obesidade, aumento das amídalas e das adenóides, e deformidades no nariz.
Fumar, consumir bebidas alcoólicas em excesso, fazer
alimentações pesadas antes de ir para cama, dormir de barriga para cima e
alergias nasais também podem facilitar a ocorrência de roncos.
Em algumas pessoas, o ronco é causado por um distúrbio
chamado Apnéia Obstrutiva do Sono. Nestes casos, os tecidos da garganta
obstruem as vias aéreas e impedem a respiração, resultando em roncos muito
altos seguidos por períodos de silêncio que podem durar 10 segundos ou mais.
Eventualmente, a falta de oxigenação do sangue e o acúmulo excessivo de
dióxido de carbono podem fazer com que a pessoa acorde com um ronco mais alto
ou um ruído de engasgo, forçando a abertura da boca.
Quando procurar
auxílio médico?
Você talvez não ligue para o seu ronco, mas esteja certo
que qualquer pessoa que esteja por perto durante seu sono tem uma opinião um
pouco diferente.
Em todos os casos, procurar seu médico de confiança é uma
boa recomendação. O ronco pode sinalizar outros problemas de importância para
sua saúde, tais como Apnéia do Sono, obstrução nasal ou obesidade.
Se você possui uma criança que ronca, vale à pena
conversar com seu pediatra de confiança. As crianças também podem sofrer de
Apnéia do Sono, mas isso não é freqüente. A maioria dos casos de ronco
infantil decorre de aumento nas amídalas, rinite ou obesidade.
Que exames devem ser
feitos?
Durante a consulta com seu médico, ele deverá fazer algumas
perguntas sobre seus hábitos de sono e checar fatores de risco, como obesidade
e consumo de bebidas alcoólicas. A intenção do primeiro contato é procurar
avaliar a gravidade do problema e sua possível causa.
Nos casos mais severos, o médico pode solicitar alguns
exames complementares, incluindo avaliação com um Otorrinolaringologista
(especialistas em nariz, ouvidos e garganta) ou mesmo uma Polissonografia (exame
onde o paciente passa a noite em um laboratório que registra diversos padrões
e intercorrências em seu sono).
Quais
as possíveis complicações do ronco?
O ronco pode representar mais que um simples incômodo,
resultando em sonolência excessiva durante o dia. Se não tratado, o ronco
causado pela Apnéia do Sono pode aumentar o risco para de hipertensão
arterial, insuficiência cardíaca e derrame.
Em crianças, a Apnéia do Sono pode aumentar o risco para
Distúrbio do Déficit de Atenção e Hiperatividade.
Qual o tratamento do
ronco?
O primeiro passo é eliminar os fatores de risco para o
problema: perder o excesso de peso; evitar refeições pesadas, bebidas
alcoólicas ou cafeína no horário de dormir (o ideal é manter o jejum nas
duas horas anteriores ao seu horário habitual de ir para a cama); mudar a
posição em que você dorme (p.ex.: levante um pouco a cabeceira da cama,
coloque um travesseiro para manter você de lado enquanto dorme), manter o
quarto limpo e arejado para evitar rinite e congestão nasal, etc.
Outros recursos para controlar o ronco incluem o uso de
próteses orais que evitam a queda da língua, e máscaras especiais que mantém
uma pressão contínua sobre as vias aéreas, evitando a obstrução (este
tratamento com máscaras de pressão é conhecido como CPAP; apesar de eficaz,
pode ser razoavelmente desconfortável).
Casos mais graves de ronco e Apnéia do Sono podem necessitar
tratamento cirúrgico. O procedimento mais comumente realizado é a
Uvulo-palato-faringoplastia, uma espécie de cirurgia plástica da garganta, mas
atualmente também existem opções de cirurgia a Laser onde o tecido em excesso
na garganta é removido, aumentando o diâmetro das vias aéreas e reduzindo a
vibração. Vale lembrar que a intervenção cirúrgica não está indicada nos
casos de ronco ocasional ou leve.
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23 de abril de 2009 |
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