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© Equipe Editorial Bibliomed
Neste Artigo:
- Idade Predominante
- Sinais e Sintomas
- Existem
outros tipos de Transtornos fisiológicos do sono?
- Causas mais freqüentes:
- Tratamento Abordagem
- Prevenção
Os disturbios do sono na criança maior podem se apresentar
como distúrbio isolado ou combinado a
outras manifestações, fisiológicas ou comportamentais, como sintomas de um
transtorno emocional. Podem afetar a criança e a família, originando
dificuldades no funcionamento familiar.
Idade Predominante
Até os 3 anos são mais freqüentes as irregularidades ou
alterações nos hábitos de sono. Quando começa na primeira infância, até
a idade escolar, as parassonias ou transtornos fisiológicos do sono são
mais comuns. Na época da adolescência a insônia e a hipersonia já
começam a ser identificadas.
Sinais e Sintomas
Transtornos com irregularidades e alterações nos hábitos
de sono ocorrem em menores de 2 anos. A criança acorda várias vezes à noite,
pode chorar e voltar a dormir; em algumas ocasiões, quer dormir com os pais ou
solicita sua presença no quarto, prejudicando o funcionamento familiar.
Existem
outros tipos de Transtornos fisiológicos do sono?
Sim. Os principais distúrbios do sono, na infância, são
divididos em 2 modalidades, as dissonias e as parassonias.
Dissonias: relacionadas com a qualidade, quantidade e
período de sono. Dividem-se em:
- Dificuldade em iniciar e manter o sono: insônia (pelo menos, 3 vezes na
semana) e fadiga diurna. Pode estar associada a eventos específicos e
estressantes, não persistindo por mais de 3 semanas; ou persistente, em
crianças tensas, rígidas, obsessivas e com queixas somáticas;
- Distúrbio de sonolência excessiva: Hipersonia e sonolência durante o
dia. Associam-se, geralmente a desatenção, preguiça e lentidão na
aprendizagem. Na narcolepsia, os sintomas são catalepsia, paralisia
muscular e alucinações. A apnéia é condição potencialmente letal,
caracterizada por sonolência excessiva de dia e roncos, com períodos de
cessação da respiração durante o sono. É comum a apnéia do sono
associar-se a hipertrofia de amígdalas e adenóides, com obstrução quase
total da entrada de ar.
Parassonias: disfunções associadas com o sono.
Geralmente, não são sinais de patologia física ou psicológica. Incluem:
- sonambulismo: criança senta na cama e pratica ações repetidas com
verbalizações muitas vezes não-compreensíveis. Em outros momentos,
caminha, geralmente voltando após, para sua cama. Dura 10 a 15 segundos
(raramente, até 30 minutos). Os pais costumam preocupar-se, pois as
crianças não têm expressão facial, parecem confusas quando acordam e
não respondem ao contato;
- terror noturno (é assustador para os pais): criança acorda agitada,
gritando e chorando inconsolável; quando o episódio termina, volta a
dormir, não lembrando o que ocorreu. Há aumento da freqüência cardíaca
e respiratória, sudorese e midríase. Difere do pesadelo, que ocorre
geralmente pela manhã, está associado ao sono REM, e no qual a criança
acorda os pais no fim do episódio, consegue ser consolada por eles e
descreve o conteúdo do sonho.
Causas mais freqüentes:
- Após fase de enfermidades.
- Fatores farmacológicos como corticosteróides, broncodilatadores,
anfetaminas, álcool e outras drogas.
- Estados depressivos, ansiosos e transtorno de estresse pós-traumático.
Tratamento
Abordagem
Orientação pediátrica inicial. Encaminhamento a
especialista (neurologista, psiquiatra ou psicólogo) se ocorrer transtorno
grave e refratário às medidas gerais.
Prevenção
Deve-se orientar os pais para que a criança deixe de
compartilhar o quarto dos mesmos o mais cedo possível (preferencialmente aos 4
meses). Estabelecimento de rotinas que incluam atividades silenciosas e sem
agitação antes de dormir, assim como evitar a ida ao quarto da criança após
qualquer choro. (ver também Medidas gerais para um melhor sono na infância)
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21 de Maio de 2007
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