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Neste Artigo:
- Introdução
- Fatores Associados
- Classificação
- Prevenção
- Tratamento
Introdução
As estrias representam uma das principais preocupações das
mulheres. Elas se formam devido ao rompimento das fibras elásticas da pele,
formando uma lesão como se fosse um corte. Com o tempo, forma-se uma espécie de
"cicatriz" no local. Nas mulheres, os principais locais de surgimento são as
nádegas, o quadril, a região lombar, a barriga e os seios. Infelizmente, ainda
não existe cura para as estrias, porém com os tratamentos disponíveis atualmente
consegue-se suavizar, e muito, essas linhas que deformam a pele.
Fatores Associados
Os fatores supostamente associados ao desenvolvimento das
estrias são os seguintes:
• Genética: a elasticidade e a resistência da pele são características
herdadas. Se a mãe ou a avó apresentavam uma pele mais resistente e elástica, a
chance de ter estrias diminui.
• Alterações hormonais: os hormônios femininos podem levar a alterações das
proteínas da pele, aumentando o risco.
• Gravidez: caso não haja um controle adequado do peso. Os seios são um local
muito comum de aparecimento.
• Alterações de peso: o famoso "efeito sanfona" favorece o estiramento da pele,
com conseqüente ruptura das fibras elásticas.
• Uso de corticóides: são medicamentos antiinflamatórios. Eles parecem estar
associados a redução da elasticidade da pele.
• Musculação: nesse caso, os mais afetados são os homens. Quando exageram nos
exercícios, o aumento muscular força as fibras, que se rompem.
Classificação
As estrias podem ser de dois tipos:
1. Rosadas: são as estrias que se formaram mais recentemente, apresentando
essa coloração devido ao rompimento dos vasos sanguíneos da região. Nessa fase,
os tratamentos costumam fornecer resultados mais satisfatórios.
2. Nacaradas: são as estrias antigas, nas quais já ocorreu a formação da
fibrose (ou cicatriz). Nessa fase, elas são esbranquiçadas. Os tratamentos
conseguem promover seu estreitamento ou atenuação.
Prevenção
Antes de falarmos sobre o tratamento, é importante
enfatizarmos o papel da prevenção, já que, mesmo com as terapias mais atuais, é
impossível eliminar completamente as estrias. Assim, nada melhor que prevenir o
surgimento de novas lesões. Porém, mesmo observando todas as recomendações, o
risco ainda existe. Mas isso não deve desanimar você! Com certeza, o número e o
tamanho das estrias será significativamente menor. As recomendações são as
seguintes:
• O principal é manter o corpo bem hidratado. Beba pelo menos 2 litros de
água por dia e use um creme hidratante à base de água. Esses cremes devem ser
ricos em emolientes à base de colágeno, elastina, lipossomas, alfa-hidróxiácidos,
uréia, lactato de amônia e óleos vegetais. A melhor lubrificação melhora a
resistência da pele contra a ruptura das fibras.
• Usar sempre protetor solar.
• Evitar oscilações muito grandes no peso.
• Ativar a circulação da pele é importante, com jatos de ducha quente e fria
alternados.
• Evitar o uso de roupas apertadas e o tabagismo.
• Praticar atividades físicas regularmente, mas com moderação.
• Utilizar sutiãs adequados, pois ajudam a sustentar o peso dos seios.
• Alimentar-se bem, ingerindo quantidades adequadas de frutas e vegetais
frescos. A vitamina C presente nesses alimentos é um importante antioxidante e
ajuda na formação das proteínas da pele.
Tratamento
Existem várias técnicas eficientes contra as estrias, mas a
maioria dos médicos recomenda a utilização de pelo menos duas delas em
combinação. Os resultados são superiores aos conseguidos com uma técnica
isolada. Uma exceção seria alguns casos de estrias recentes, quando o uso de
apenas uma técnica pode ser bem eficaz.
- Peeling (Esfoliação)
O peeling químico utiliza substâncias que atuam levando à
descamação da pele superficial, promovendo o crescimento de uma nova pele. Nas
fases iniciais das estrias, o peeling com ácido retinóico pode ser usado com
bons resultados, mas nas fases mais tardias recomenda-se o uso dos
alfa-hidróxiácidos (também podem ser usados nas recentes). O tratamento é
dividido em várias sessões, e pode causar os seguintes efeitos: ardência,
coceira, descamação. É importante lembrar que durante o tratamento deve ser
evitada a exposição ao sol.
- Microdermatoabrasão
Utiliza-se um aparelho capaz de esfoliar ("lixar") a pele,
com uma ponta de cristal ou diamante. Ocorre a descamação da pele que recobre a
estria, estimulando sua regeneração. Uma grande vantagem dessa técnica é que ela
estimula também a produção da elastina, que é responsável pela firmeza e
elasticidade da pele. Segundo alguns dermatologistas, essa técnica pode ser
usada antes de outros procedimentos, como o peeling químico ou a
intradermoterapia, pois facilita a penetração dos princípios ativos dessas
últimas. O tratamento com a microdermatoabrasão é feito em algumas sessões, e os
efeitos podem ser os mesmos que os obtidos com o peeling.
- Intradermoterapia
Consiste na injeção de substâncias, como o ácido glicólico, a
vitamina C ou outras, que estimulam a formação de uma nova pele. A injeção é
feita ao longo de toda a estria, com agulhas finíssimas, melhorando a circulação
local e a produção de proteínas da pele. Consegue-se com isso a redução da
altura e da espessura das estrias. São necessárias várias sessões, e a aplicação
pode ser dolorosa. Assim como nos casos anteriores, a exposição ao sol deve ser
evitada.
- Micropunturação + Aplicação de enzimas
Na primeira fase, é utilizado um aparelho próprio que promove
a estimulação elétrica na região da estria. Essa estimulação modifica o formato
das células, que passa a ser próximo do normal. Na segunda fase, são aplicadas
algumas enzimas que fazem com que as células mantenham esse formato. Ao
contrário dos tratamentos anteriores, nesse caso indica-se que a paciente
exponha-se ao sol por pelo menos 20 minutos durante a semana, pois os raios
ultravioleta estimulam a produção das células que fazem a coloração da pele. Com
isso, há uma repigmentação da estria, fazendo com que a sua cor esbranquiçada
fique próxima à da pele normal. São necessárias várias sessões, e não é indicado
para indivíduos que já utilizaram as técnicas com ácidos.
- Laserterapia Vascular
A aplicação do laser leva à redução dos vasos sanguíneos nas
estrias, reduzindo sua coloração arroxeada, rósea. Leva também ao aumento das
proteínas da pele. São feitas várias sessões, com intervalo de 15 dias.
Consegue-se atenuar bem a aparência da estria.
- Laser CoolTouch
Esse tipo de laser não promove a esfoliação da pele, mas age
nas camadas profundas da pele estimulando a produção das proteínas da pele. São
necessárias algumas sessões, que são rápidas e não causam ardência, vermelhidão
e descamação. Também é utilizado no tratamento das rugas.
- Subcisão
Nessa técnica, introduz-se uma agulha grossa e com ponta
cortante abaixo da estria, fazendo-se movimentos de vai-e-vem. Isso causa lesões
no tecido, levando à formação de novas proteínas que vão preencher os locais
onde elas faltavam. Esse tratamento leva à formação de manchas roxas, que
representam saída de sangue dos vasos, o que é importante pois também estimula a
produção dessas proteínas. Também é usado no tratamento da celulite.
- Hidroxiapatita com metilcelulose
É uma técnica nova e ainda pouco utilizada. Desenvolvida por
brasileiros, consiste na injeção dessas substâncias na região da estria, fazendo
com que os tecidos ao redor da mesma produzam mais proteínas que vão preencher o
espaço morto. O tratamento é indolor e eficaz em até 90% dos casos. Não existem
contra-indicações e os efeitos colaterais são mínimos, consistindo apenas em uma
vermelhidão local nos dias seguintes à aplicação. São necessárias pelo menos 6
aplicações.
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09 de março de 2006.
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