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Neste Artigo:
- Introdução
- Multiplicidade de Valores
- Ódio ao Leite?
- Resfriados Constantes
- Não Passe dos Limites
- Que Fazer dos Minerais?
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Se você carece dos conhecimentos mínimos sobre o poder que as vitaminas possuem e os
riscos que representam quando tomadas em excesso, o melhor é se informar antes de ir à
farmácia, pegar uma cesta e a encher de vidros coloridos que prometem o céu e a terra em
suas etiquetas.
Introdução
Tomar vitaminas não é um assunto tão simples quanto parece, pois não se trata de
entrar na farmácia e comprar uma dúzia de potes cujas etiquetas indicam os benefícios
das A,B,C,D,E, e centenas de combinações destas com minerais, que as fazem apropriadas
para esta ou aquela carência ou circunstância que o organismo sofra. Antes de empreender
esta cruzada, que pode trazer mais danos do que benefícios ao corpo, o melhor é
consultar um especialista e seguir as suas indicações.
Angel Gabet é venezuelano e nutricionista, especializado no assunto e idôneo para
analisar o tema dos suplementos vitamínicos a partir da visão de uma pessoa que sabe o
que diz. Exerce a sua especialidade nas cidades de Puerto la Cruz –estado de
Anzoátegui– e Caracas.
- As pessoas tendem a acreditar que sabem o que estão fazendo quando tomam vitaminas.
Isto resulta em visitas a farmácia para comprar o suplemento da moda – "este
que me fez tão bem para..." – e acabam com pelo menos dez ou mais
frascos, um mais atraente do que o outro, e decidem modificar as suas preferências
porque, ao final, são vitaminas, não? As perguntas que surgem são: que vitaminas
realmente valem o preço pago na farmácia? É o mesmo para Joana do que para José tomar
este ou aquele suplemento? Definitivamente não.
Multiplicidade de Valores
"Falemos dos complexos multi-vitamínicos: em princípio, e antes de se pensar em
dependências de frascos coloridos, as pessoas devem estar conscientes de que o mais
saudável para o seu organismo é seguir uma dieta balanceada com todas as necessidades
energéticas requeridas para as atividades diárias. Mas se a idéia é escolher um
complexo multi-vitamínico, declara Gabet, os estudos têm mostrado que – em casos de
mulheres grávidas – o ácido fólico previne defeitos de nascença.
Consumido por qualquer outra pessoa, colabora para a manutenção dos níveis de
aminoácidos (freqüentemente associados com enfermidades do coração) no organismo. Se
alguém quiser tomar um complexo multi-vitamínimco diariamente, o melhor é que escolha
aqueles que ofereçam 100 a 150% dos valores vitamínicos requeridos das vitaminas A a E,
incluindo, com certeza, o ácido fólico", explica Gabet.
Ódio ao Leite?
Para evitar enfermidades como a osteoporose durante a idade adulta (especialmente para
as mulheres), as pessoas devem consumir cálcio desde a sua fase infantil. O problema é
que nem todo o mundo gosta de leite, e neste grupo se encontram incluídos os que não
gostam de seus derivados, como queijos, iogurte, ou manteiga, por exemplo. "Estes
são casos, comenta Gabet, nos quais é necessário consumir a vitamina D, a qual ajudará
a manter os níveis de cálcio que o esqueleto necessita para se fortificar".
Com o passar dos anos, o corpo humano perde a sua habilidade de criar esta vitamina,
processo que ocorre em declive e alcança o seu ponto crítico durante o início da quinta
década. A melhor maneira de suprir esta carência é o consumo diário de um suplemento
de cálcio, adicionado a 200 IU de vitamina D.
Resfriados Constantes
Pessoas que vivem espirrando e carregam um lenço na mão por causa de freqüentes
resfriados, provavelmente tenham deficiências de vitamina E. Aqueles cujas famílias
possuam antecedentes de enfermidades cardíacas, deveriam estar alertas e orientar a sua
família para o consumo desta vitamina. Mas qual é a sua forma correta de
administração? O especialista responde:
- A recomendação é o consumo diário de 30 IU. Um complexo multi-vitamínico
qualquer geralmente não atinge esta quantidade, por isso é necessário tomar uma
pastilha de vitamina E adicional para alcançar uma porcentagem maior ao estabelecido.
Estudos recentes demonstram que doses entre 300 a 600 IU ao dia reduzem a possibilidade de
sofrer ataques do coração.
Não Passe dos Limites
Frutas cítricas, como a laranja, são portadoras de vitamina C, mas se você é uma
dessas pessoas que se mantêm afastadas das frutas (erro grave), então você deve pensar
em tomar um comprimido diário que contenha esta vitamina. "A recomendação diária
é de 60 mg, mas atualmente (após as conclusões derivadas de estudos recentes), foi
determinado que o organismo necessita mais do que isso para que se possa reduzir o risco
do desenvolvimento do câncer de pulmão, estômago ou cólon. O melhor é consumir 250 mg
de vitamina C por dia, não vale a pena tomar mais do que isso porque o resto será
evacuado pelo corpo.
Que Fazer dos Minerais?
Vitaminas e minerais caminham de mão dadas. Então é melhor incluir algumas
informações ao seu respeito. Segundo o nutricionista consultado, minerais como o
selênio, ferro e potássio, são necessários para prevenir algumas enfermidades.
O risco de desenvolver câncer de pulmão, cólon e próstata, se reduz de forma
sensível se a pessoa consome ao dia pelo menos 200 microgramas de selênio. Diversos complexos
multi-vitamínicos oferecem uma pequena quantidade deste mineral, mas para manter a
saúde, é bom adquirir um suplemento adicional sem chegar ao exagero, já que mais de 800 microgramas diários podem gerar náuseas, vômitos, fadiga e queda do cabelo. Quanto ao ferro,
geralmente os complexos multi-vitamínicos incluem 18 mg (suficiente) mas, por exemplo, as
mulheres grávidas o que estejam amamentando requerem muito mais. No caso do potássio, as
pessoas que padecem de pressão alta necessitam de uma maior quantidade de potássio do
que o encontrado nos complexos multi-vitamínicos. Neste caso, o ideal é tomar duas
pílulas adicionais de 500 mg ao dia.
Antes de se lançar a consumir complexos multi-vitamínicos desvairadamente, o melhor
é consultar um médico ou nutricionista especialmente porque as misturas de suplementos
ingeridos diariamente que somam mais de 600 IU podem produzir enxaquecas, cálculos
renais, calcificação das válvulas cardíacas e fadiga. Em todo o caso, o melhor é não
se automedicar.
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08 de Julho de 2004
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