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Namorados também devem usar camisinha

12 de Junho de 2003 (Bibliomed). Cerca de 45% a 60% dos adolescentes brasileiros iniciam a vida sexual sem nenhum método contraceptivo, segundo dados do Ministério da Saúde. A desculpa muitas vezes é a confiança no parceiro ou o medo de parecer “galinha”, além da desinformação que faz com que eles suponham que o casamento ou o namoro sério é garantia de proteção.

O resultado disso é o crescente número de casos de gravidez indesejada e de contaminação por doenças sexualmente transmissíveis (DST), incluindo a Aids. Para evitar a gravidez, são muitos os métodos anticoncepcionais existentes e basta procurar um médico e escolher o mais indicado. Independentemente da escolha do método contraceptivo, o uso de preservativo masculino ou feminino é indispensável para evitar as DST.

É importante lembrar que a pessoa infectada pode passar a doença durante a relação sexual mesmo se não apresentar nenhum sintoma, como ardência, coceira, dor, mal-estar, verrugas, corrimento. Por isso é importante fazer prevenção e exames médicos de rotina, além de usar preservativo. Quando detectada a doença, o parceiro também deve procurar um médico. O tratamento incorreto pode gerar complicações como esterilidade; impotência; inflamação no útero, nas trompas e ovários da mulher, que pode generalizar e até causar a morte; mais chances de ter câncer de colo do útero e pênis; nascimento de bebês prematuros ou com defeito no corpo e mesmo a morte do bebê.

Além das dificuldades emocionais, a gravidez na adolescência representa um fator de risco tanto para a gestante quanto para o bebê. A adolescente grávida tem maior propensão à doença hipertensiva específica de gestação, eclampsia, depressão, anemia, desnutrição, hemorragia e mortalidade materna, entre outros problemas. Por sua vez, os filhos de adolescentes apresentam problemas como maior incidência de baixo peso, prematuridade e mortalidade perinatal, costumam ser desmamados mais cedo, são menos imunizados, têm mais risco de desnutrição, sofrem mais violência física e psicológica, podem apresentar déficit cognitivo, problemas escolares e propensão para também se tornarem pais muito cedo. O encaminhamento precoce da adolescente para o serviço de pré-natal pode ajudar a minimizar esses riscos biológicos e psicossociais. Ela precisa receber uma orientação especial com relação à imunização alimentação, cuidados com o bebê e com o preparo das mamas para amamentação.

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