28 de julho de 2004 (Bibliomed).
Os Estados Unidos estão sendo acusados de pressionar países
em desenvolvimento para deixar de produzir medicamentos contra AIDS baratos,
genéricos, e adotar o uso de medicamentos mais caros, de marca.
O economista laureado com o prêmio Nobel, Joseph Stiglitz,
criticou o governo de Washington por se curvar à pressão da indústria
farmacêutica de seguir uma política que poderia impedir que milhões de
pacientes com AIDS de países pobres de adquirir os medicamentos
anti-retrovirais, que necessitam para se manter vivos.
Funcionários dos EUA negaram que a política de comércio do
país estivesse impedindo a luta contra a AIDS, citando regras de comércio
internacionais que permitem uma certa flexibilidade de regras quando países
pobres enfrentam uma crise de saúde.
De aproximadamente 38 milhões de pessoas infectados
globalmente com o HIV, menos de 10% têm acesso a medicamentos anti-retrovirais,
e uma boa parte delas estão em países ricos, desenvolvidos.
A informação foi divulgada na revista médica British
Medical Journal no último final de semana.
Fonte: British Medical Journal
2004;329:192 (24 July)