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Nossas avós estavam certas...O cigarro faz mal para a pele

02 de janeiro de 2007 (Bibliomed). Nossas avós já diziam, e atualmente já estão bem estabelecidos os efeitos deletérios do tabagismo sobre a pele, sobretudo o potencial do fumo de produzir um envelhecimento precoce e aumentar a quantidade de rugas na face.

O mecanismo exato de como o hábito de fumar pode produzir estas alterações na pele ainda não está bem definido, conforme relata um grupo de pesquisadores espanhóis em artigo publicado na revista British Journal of Dermatology de Janeiro de 2007. No artigo, os autores levantam a hipótese de haver uma alteração nas fibras elásticas (proteínas que conferem elasticidade a pele), alterações estas produzidas por componentes tóxicos presentes no fumo.

Com o intuito de verificar a validade desta hipótese, os pesquisadores desenvolveram um estudo que visava avaliar as alterações quantitativas e qualitativas nas fibras elásticas da pele exposta ao tabaco. Esta pele sob análise estava isenta de efeitos provocados pela exposição ao sol, a fim de se eliminar um possível fator de confusão (isso ocorre porque a exposição solar excessiva também pode produzir alterações nas fibras elásticas da pele). No estudo foram selecionados 69 voluntários, sendo 20 não fumantes, 19 ex – tabagistas e 30 fumantes.

Foi realizada uma avaliação das amostras da pele dos voluntários, com o intuito de verificar os aspectos das fibras elásticas e de seus subprodutos também responsáveis por conferir a elasticidade à pele.

Os resultados obtidos demonstraram que entre os que já foram expostos ou estão sob exposição ao fumo, há uma maior quantidade de fibras elásticas por área de pele avaliada. Porém, estas fibras estão dispostas de forma desordenada, o que conduz a uma menor força elástica, e, conseqüente, envelhecimento mais precoce.

Além disso, na pele dos fumantes verificou-se a presença de alterações na composição das fibras elásticas, o que reduz sua competência em manter adequada a elasticidade da pele.

Dessa forma os autores concluíram, que as alterações quantitativas e qualitativas das fibras elásticas, verificadas nos expostos ao tabaco, seriam semelhantes àquelas provocadas pela exposição da pele ao sol em excesso. Assim, o tabagismo seria um fator de risco independente, que contribui para o envelhecimento precoce da pele.

Fonte: British Journal of Dermatology, 156; 2007: 85 – 91 (7) .

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