09 de abril de 2007 (Bibliomed).
A toxina botulínica é utilizada na dermatologia e neurologia, uma vez que
é capaz de interferir na condução do impulso nervoso do neurônio, para as
células musculares. Isto produz um relaxamento muscular, útil em doentes
portadores de transtornos neurológicos, que cursam com espasticidade e
contrações musculares involuntárias. Na dermatologia, a toxina botulínica
aplicada localmente na pele, é capaz de diminuir a formação das rugas faciais
de expressão.
Como se trata de um medicamento relativamente recente, uma
vez que tem apenas duas décadas de uso, o perfil de efeitos adversos,
associados ao uso da toxina botulínica, ainda é pouco conhecido, conforme
afirmam um grupo de pesquisadores norte americanos, que escreveram um estudo na
revista Seminars
in Cutaneous Medicine and Surgery, em Março de 2007.
A reação transitória, relacionada ao uso da toxina
botulínica tópica na pele, é principalmente a dor no sítio de injeção,
geralmente de leve intensidade. As reações mais raras e graves, relacionadas
com o medicamento são dores de cabeça, enjôo, queda da pálpebra, assimetrias
faciais e déficits motores, decorrentes da inibição da contração muscular.
Os autores ressaltam que, felizmente, mesmo as reações mais
raras costumam reverter completamente com a suspensão do uso da toxina
botulínica, sem deixar nenhum tipo de seqüela. Mais estudos devem ser
realizados, a fim de definir o perfil de segurança da toxina botulínica,
porém, até então, o medicamento se mostrou seguro quando adequadamente
indicado e utilizado.
Fonte: Seminars
in Cutaneous Medicine and Surgery 2007; 26
(1): 29 – 33 (March).