25 de junho de 2007 (Bibliomed).
A síndrome do esgotamento profissional (burn-out) é uma enfermidade
caracterizada pelo cansaço extremo e, mau rendimento no trabalho acompanhado de
sensação de exaustão. Estas sensações são seguidas por curtos intervalos
de descanso ou repouso, insuficientes para o restabelecimento do indivíduo.
Acredita-se que determinados tipos de profissões favoreçam o aparecimento da
doença, além do tipo de personalidade individual e das relações observadas
no ambiente de trabalho.
Um novo estudo sobre o tema foi publicado na revista Archives
of Women`s Mental Health, em 2007. O estudo tentou relacionar os fatores
presentes no estilo de vida, que poderiam influenciar o aparecimento do burn-out
em mulheres.
Foram avaliadas 3.591, sendo que 21% das participantes
apresentavam quadro atual ou prévio de Síndrome do Esgotamento Profissional.
As mulheres, portadoras de quadros mais graves tinham certas características
comuns: eram jovens, divorciadas, tinham menor nível de escolaridade e
possuíam pior situação financeira, em comparação às portadoras de quadros
mais leves da doença.
Além disso, outros fatores de risco implicados na
ocorrência da enfermidade foram o uso de medicamentos diversos, o tabagismo,
maior demanda no trabalho, menor suporte social e presença de distúrbios
psiquiátricos, como, por exemplo, a ansiedade e a depressão.
Com isso, os autores ressaltam a elevada prevalência do burn-out
na população feminina, principalmente nas mulheres que apresentem os fatores
de risco anteriormente mencionados.
Fonte: Archives of Women`s Mental Health 2007; 10 (2): 61 –
71 (April).