29 de novembro de 2007 (Bibliomed).
De acordo com estudos realizados mundialmente, o número de indivíduos
idosos está crescendo, juntamente com a urbanização. Espera-se que em breve
essa taxa alcance a faixa dos 22% da população mundial.
Em virtude desse envelhecimento global, muitas cidades
deverão se adaptar a essa nova realidade. Pensando nisso, a Organização
Mundial de Saúde propôs a criação de um guia no auxílio dessa transição:
o guia para a construção de cidades amigas da idade (age-friendly cities).
Para a elaboração, diversas pessoas de diferentes cidades
no mundo participaram, como Istambul, Londres, Melbourne, Cidade do México,
Moscou, Naiorobi, Nova Deli, Nova Iorque, Rio de Janeiro, Xangai e Tóquio.
O guia promoverá a adaptação dos planejamentos urbanos e
servirá de monitor para a avaliação do desempenho e desenvolvimento das
cidades amigas da idade. Os principais pontos abordados incluem: manutenção
adequada dos passeios; acesso a prédios públicos para pessoas debilitadas;
treinamento de motoristas de ônibus; criação de assentos especiais para
pessoas idosas e debilitadas; criação de estacionamentos para pessoas
deficientes; serviços de atendimento pessoal ao invés de automático para
auxiliar aos mais idosos; promoção de cultura para a inclusão de idosos,
entre outros aspectos.
A importância desse assunto deve-se ao grande contingente de
pessoas idosas vivendo em áreas urbanas e sua tendência a aumentar nos
próximos anos. Em 2000, esse número era de 56 milhões; acredita-se que em
2050 ele será de 908 milhões em todo o mundo.
Fonte: World Health Organization; (2007)