05 de dezembro de 2007 (Bibliomed).
Muitas pesquisas já realizadas demonstram que a mulher apresenta uma
tendência a ter menos problemas do coração, que os homens. Alguns atribuem o
fato aos hormônios, em especial aos estrogênios, presente no organismo
feminino. Outros já consideram que o fato esteja associado à vida mais agitada
e estressante à qual leva normalmente o homem. Mas depois de um infarto, quem
sobrevive mais: o homem ou a mulher?
Curiosos sobre o tema, pesquisadores suecos do Hospital
Universitário de Linköping, realizaram um estudo para avaliar se o sexo
realmente interferiria no prognóstico após um infarto. A revista médica Heart
apresentou os resultados dessa investigação.
Pacientes admitidos em uma Unidade Coronariana, na Suécia,
entre 1998 e 2002 foram avaliados e acompanhados por um ano. Do total, 37% eram
mulheres. O objetivo era verificar a evolução com um mês e a mortalidade
após um ano do infarto.
Os pesquisadores observaram que as mulheres eram mais velhas
que os homens, apesar de terem com maior freqüência o relato de hipertensão e
diabetes. Já entre os homens, a revascularização e o infarto foram os
problemas prévios mais comumente encontrados.
No tratamento hospitalar e na evolução, um mês após o
infarto, praticamente não houve diferenças entre homens e mulheres.
Entretanto, quando se analisou a mortalidade após um ano, as mulheres
sobreviveram muito mais. Esses fatos sugerem que existem diferenças entre
homens e mulheres, quanto à evolução de doenças do coração, e isso deve
ser levado em conta ao se acompanhar esses indivíduos.
Fonte: Heart 2007; 93: 1357 – 1362. doi: 10.1136/hrt.2006.102012