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Estudo associa trabalho no campo e tabagismo ao risco de esclerose

27 de abril de 2009 (Bibliomed). Um estudo indiano apresentado em abril no encontro anual da Academia Americana de Neurologia sugere que viver em áreas rurais, trabalhar com agricultura e fumar podem ser fatores de risco para esclerose lateral amiotrófica. “Apesar de pesquisa intensiva, a etiologia da esclerose lateral amiotrófica permanece desconhecida, e pode ser causada pela interação de múltiplos fatores ambientais e genes desconhecidos”, explicaram os autores.

De acordo com especialistas, não há fatores específicos associados, com absoluta certeza, à doença. “Existe um lento processo de destruição seletiva de neurônios motores por uma complexa cadeia de eventos lesivos envolvendo excitotoxinas, estresse oxidativo, homeostase de cálcio alterada, disfunção mitocondrial e apoptose aumentada de neurônios motores” disseram os autores, acrescentando que “toxinas ocupacionais, genéticas e ambientais, altos níveis de atividades físicas, eventos médicos, lesões elétricas e campo magnético forte tem sido citados como fatores de risco”.

No estudo, eles estudaram 110 casos de esclerose lateral amiotrófica, comparando-os com 240 pessoas sem a doença. Foram avaliados aspectos do histórico familiar, ocupação, local de moradia, dieta, uso de água, exposição a toxinas (industriais, químicas e da agricultura) e a metais pesados, lesões físicas e elétricas, campo magnético e eventos médicos nos último dez anos.

E os resultados indicaram que viver em áreas rurais, trabalhar com agricultura e o hábito de fumar estavam significativamente associados à doença, enquanto os outros fatores avaliados não apresentavam essa mesma relação.

Porém, os pesquisadores concluíram que mais estudos são necessários para confirmação. “A esclerose lateral amiotrófica necessita de pesquisa extensiva, entre as pessoas afetadas, em relação à agricultura, alimentação, toxinas no ambiente e no sangue, juntamente com as mudanças nos aspectos genéticos”, destacaram os autores.

Fonte: 61st Annual Meeting of the American Academy of Neurology. 30 de abril de 2009.

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