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Bebês não-amamentados são mais propensos ao sobrepeso pelo excesso de alimentação

16 de julho de 2009 (Bibliomed). Muitas mães que alimentam seus bebês com mamadeira não têm conhecimento sobre como fazê-lo adequadamente, o que pode levar ao excesso de alimentação e a bebês muito pesados, segundo estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. De acordo com os autores, esses bebês são mais propensos ao sobrepeso do que aqueles alimentados exclusivamente com leite materno.

Para avaliar por que as crianças que tomam mamadeira tendem a ser mais pesadas, os especialistas revisaram 23 estudos que incluíam mais de 13,2 mil pessoas. E descobriram que a maioria das mães que não amamentava o filho sentia "culpa, raiva, preocupação, incerteza e um sentimento de fracasso".

As análises indicaram também que as mães têm poucas informações sobre a fórmula láctea adequada para o bebê e a maioria comete erros no preparo. Um exemplo é o fato de muitas colocarem o pó da fórmula láctea na mamadeira antes da água, o que pode deixar a bebida muito concentrada e com mais calorias do que o pretendido. Outros problemas identificados entre as mães americanas foi o de não usarem água fervida para preparar a fórmula, e de colocarem a quantidade de colheres de pó recomendadas, mas muito cheias.

De acordo com os autores, devido ao grande destaque dado ao aleitamento materno, muitos profissionais de saúde se esquecem de dar as informações aos novos pais sobre o preparo da mamadeira. Em um dos estudos avaliados, por exemplo, apenas 21% das mães haviam sido instruídas nesse sentido.

Outro fator destacado foi o fato de muitos pais trocarem constantemente as marcas das fórmulas, preocupados com a possibilidade de o bebê ter intolerância a determinada marca pelo fato de regurgitar o leite. Os autores explicam que a maioria das fórmulas é feita à base de leite de vaca ou soja, e que essa regurgitação pode ser mais sinal de excesso de alimentação.

"A superalimentação é, na verdade, mais de um risco com o uso de mamadeira, porque os pais têm mais controle do que os bebês em relação à quantidade de leite que a criança toma, o que não é o caso com a amamentação", explicam os autores. "Os pais podem evitar a superalimentação prestando atenção às dicas da criança, não dando ao bebê mais do que a quantidade recomendada da fórmula, e não assumindo que toda vez que o bebê chora ele precisa de uma mamadeira", finalizam.

Fonte: Archives of Disease in Childhood. 14 de julho de 2009.

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