16 de outubro de 2009 (Bibliomed).
As pessoas que continuam trabalhando após a aposentadoria têm menos doenças
sérias e "funcionam" melhor do que os aposentados que simplesmente param de
trabalhar, segundo estudo da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.
"Escolher um tipo apropriado de ‘emprego-ponte’ (como os autores chamam o
trabalho pós-aposentadoria) ajudará os aposentados a ter uma melhor
transição para uma aposentadoria completa, com boa saúde física e mental",
destacou o pesquisador Kenneth Shultz.
A análise de dados de um estudo nacional sobre saúde e
aposentadoria – incluindo mais de 12 mil pessoas que tinham entre 51 e 61 anos
no início da pesquisa – indicou que as pessoas que, após a aposentadoria, se
mantinham "na ativa" – principalmente em trabalhos de meio horário relacionados
à carreira anterior – relatavam maior saúde mental do que aqueles que haviam
parado completamente. Além disso, essas pessoas apresentavam menos problemas de
saúde física, como câncer e doenças cardiovasculares.
Porém, de acordo com os autores, essa melhor saúde mental não
foi observada entre aqueles que passavam a trabalhar em uma área diferente de
sua carreira anterior. Eles especulam que a adaptação a um diferente ambiente de
trabalho ou a condições de trabalho diversas pode acabar resultando em estresse,
afetando negativamente sua saúde e a qualidade de vida. Segundo os autores,
muitos dessas pessoas que mudam de área o fazem por problemas financeiros, por
isso, "nessas situações, é difícil para os aposentados aproveitarem os
benefícios que vêm com o ‘emprego-ponte’".
Fonte: Journal of Occupational Health Psychology, Vol.
14. Outubro de 2009.