03 de novembro de 2009 (Bibliomed).
A terapia de reposição hormonal – utilizada para tratar a deficiência do
hormônio estrógeno na menopausa – pode reduzir a mortalidade total de mulheres
na pós-menopausa, segundo estudo publicado na edição de novembro do American
Journal of Medicine. Apesar de um grande estudo publicado em 2002 ter
indicado maior risco de alguns problemas de saúde para as mulheres em reposição
hormonal – o que suscitou o debate sobre os riscos e benefícios da terapia –,
uma recente revisão de estudos mostrou que esse tratamento pode reduzir a
mortalidade total e aumentar a longevidade de mulheres mais jovens pós-menopausa
(com cerca de 55 anos de idade).
Analisando os resultados de 19 pesquisas, incluindo dados de
16 mil mulheres mais novas na pós-menopausa, os especialistas concluíram que "as
evidências disponíveis indicam que a terapia hormonal para mulheres mais jovens
na pós-menopausa aumenta os riscos de câncer de mama e embolia pulmonar e reduz
os riscos de eventos cardiovasculares, câncer de cólon e fratura na bacia". E,
segundo os pesquisadores, o benefício encontrado para a mortalidade total das
mulheres que faziam a terapia advinha do fato de que a redução das mortes por
doença coronariana cardíaca, fratura e câncer de cólon "venceria" o aumento das
mortes por câncer de mama, derrame e embolia.
Além da redução da mortalidade total, as análises mostraram
que a reposição hormonal para essas mulheres traria melhoras nas medidas de
qualidade de vida pelo menos nos primeiros anos de tratamento. Porém, os autores
destacam que esses resultados devem ser interpretados "à luz dos potenciais
benefícios e riscos da terapia hormonal". E isso deve ser considerado no momento
de recomendar a reposição hormonal para qualquer paciente.
Fonte: EurekAlert. Public release. 28 de outubro de
2009.