06 de novembro de 2009 (Bibliomed).
As estatinas podem salvar vidas de pacientes com doença cardiovascular ao ajudar
a reduzir a incidência de coágulos sanguíneos, segundo pesquisa apresentada este
mês no congresso CHEST 2009. Realizado pelo Albert Einstein Medical Center, na
Filadélfia, o estudo indicou que pacientes com aterosclerose tratados com
estatinas tem um risco consideravelmente menor de desenvolver tromboembolismo
venoso (termo relacionado à ocorrência conjunta de trombose venosa profunda e
embolia pulmonar) do que aqueles não tratados com a droga.
E as maiores doses ofereceriam mais proteção.
Revisando casos de 593 pacientes admitidos no Albert Einstein
Medical Center por causa de infarto do miocárdio ou derrame isquêmico – 73%
recebendo estatinas; e com uma incidência geral de tromboembolismo de 13% – os
pesquisadores notaram que os pacientes não-tratados com estatinas tinham três
vezes mais chances de desenvolver tromboembolismo venoso do que aqueles que
recebiam o medicamento – 26,3%, contra 8,3%, respectivamente.
Após considerarem fatores relacionados ao tromboembolismo
venoso – como tabagismo, histórico de câncer e imobilização –, os especialistas
continuaram observando uma associação significativa entre o uso de estatinas e
um menor risco de sofrer o evento vascular. Além disso, os pacientes que
receberam as maiores doses – mais de 40 mg/dia – apresentaram menor ocorrência
de tromboembolismo do que aqueles que recebiam as doses padrão de estatinas.
Os pesquisadores destacam que os resultados indicam
benefícios do uso da droga em pacientes com aterosclerose, e estudos anteriores
têm demonstrado bons resultados também em pacientes com câncer; mas recomendam
cautela, principalmente em relação ao uso das estatinas em outros grupos de
pacientes de alto risco, como aqueles que passaram por cirurgia. "O
tromboembolismo venoso leva a significativa morbidade, mortalidade e custos
hospitalares para os americanos a cada ano", explicaram os autores. "Embora mais
estudos sejam necessários, as estatinas se mostraram eficazes em ajudar a
reduzir a incidência de TEV em populações específicas de pacientes", concluíram.
Fonte: CHEST 2009 - 75th annual international
scientific assembly of the American College of Chest Physicians. Press release.
03 de novembro de 2009.